Educação
Paespe abre 200 vagas para estudantes da rede pública em turmas de 2027
Programa oferece preparação para o Enem e vestibulares; inscrições estão abertas até 24 de novembro
O Programa de Apoio aos Estudantes das Escolas Públicas do Estado (Paespe) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que traz oportunidades para estudantes do ensino médio de escolas públicas, está com inscrições abertas, por meio da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proexc), para selecionar as novas turmas de 2027. Ao todo, são 200 vagas, sendo 120 para o Paespe Jr., voltado para alunos matriculados na 1ª série do Ensino Médio no ano letivo de 2026, e 80 para o Paespe Pré-vestibular.
As inscrições são gratuitas e seguem até 24 de novembro. Os interessados devem comparecer à sala do Paespe, localizada no Centro de Tecnologia da Ufal (Campus A.C. Simões), de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11h30 ou das 14h às 19h30, e aos sábados, das 8h30 às 11h. É necessário apresentar os documentos originais da carteira de identidade (RG), do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e da declaração escolar atualizada.
Para participar da seleção, é preciso estar regularmente matriculado no ensino médio da rede pública estadual e ter entre 14 e 18 anos. Para o Paespe Jr., os estudantes precisam ter disponibilidade para participar das aulas semanais, realizadas no horário oposto ao da escola, pela manhã ou à tarde, e também aos sábados, das 8h às 12h.
Já os candidatos ao Paespe Pré-vestibular precisam ter disponibilidade para assistir às aulas noturnas, de segunda a sexta-feira, das 19h às 21h, e aos sábados, das 8h às 12h. Alunos de escolas públicas de tempo integral não estão aptos a participar do programa.
A vice-coordenadora do programa, Geiza Gomes, destacou que, além das aulas, os estudantes têm acesso a benefícios vinculados à universidade. “Os estudantes terão assistência médica, clínica, odontológica e psicológica, por meio de ações de extensão e do atendimento do Hospital-Escola UDA/Famed da Ufal, da Faculdade de Odontologia e do Instituto de Psicologia (IP), além de atividades multidisciplinares comuns aos projetos Paespe Jr. e Paespe”, explicou.
Mais informações sobre o processo de seleção e as próximas etapas estão disponíveis no edital - https://copeve.ufal.br/index.p....
Saiba mais sobre o programa
O programa foi idealizado em 1992 pelo professor Roberaldo Carvalho de Souza, que criou a primeira turma de pré-vestibular social. Em 2004, a iniciativa foi levada para dentro da Ufal, como ação de extensão do Centro de Tecnologia (CTEC). Em 2012, o programa foi ampliado, passando a atender novos públicos e a desenvolver outras frentes de atuação, como o preparatório para concursos voltado aos jovens e a turma de alfabetização digital para adultos, além de projetos relacionados à saúde e à igualdade de gênero.
Em constante crescimento, o programa já foi certificado pelo Centro Latino-Americano de Aprendizagem e Serviço Solidário (CLAYSS), recebeu o título de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil e o Prêmio Acolher, da Natura, além de ter sido reconhecido pela Yunus Negócios Sociais, pelo Sebrae e pela Petrobras. Atualmente, integra a Rede Nacional de Cursinhos Populares do Ministério da Educação (MEC).
A vice-coordenadora destacou que, ao todo, o programa já impactou diretamente a vida de mais de 3 mil pessoas, entre jovens, adultos e universitários. “Entre 1992 e 2022, 1.099 egressos do Paespe ingressaram em cursos de graduação da própria Ufal, 121 em pós-graduação e outros dois em cursos técnicos, além de quatro docentes. Foram mais de 1.200 ingressos só dentro da universidade, sem contar quem passou em outras instituições”, contou.
Além disso, Geiza ressaltou a relevância de manter um curso preparatório dentro da universidade e o retorno social gerado pelo programa. “A maioria das famílias dos nossos estudantes vive com até 2 salários mínimos, e para boa parte é o único acesso a um preparatório de qualidade para o Enem e para os vestibulares. E o resultado se multiplica: um estudo de valor social mostrou que, a cada R$ 1 investido em um estudante do Paespe, são gerados R$ 12 em valor social e econômico, entre o que retorna para o próprio estudante e para a comunidade ao redor dele”, destacou.
Para ela, a experiência vai além da preparação para as provas. “As aulas acontecem dentro do próprio campus da Ufal, então eles passam a frequentar a universidade bem antes de prestar vestibular. Isso desmistifica o ambiente acadêmico e faz com que eles se enxerguem ali”, explicou Geiza.
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