Educação
Primeira escola pública bilíngue de Maceió já apresenta resultados e encanta famílias
A rede municipal de ensino de Maceió avança na inovação educacional com a implantação da primeira escola pública bilíngue da capital. A iniciativa, viabilizada pela gestão JHC, tem como objetivo ampliar as oportunidades de aprendizagem e fortalecer a qualidade da educação no município.
A Escola Professora Maria das Graças Silva, localizada no Conjunto Graciliano Ramos, no bairro Cidade Universitária, é a primeira unidade municipal com ensino bilíngue (português/inglês). Inaugurada no dia 9 de março deste ano, a escola tem capacidade para atender até 710 estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental.
Ensino bilíngue na prática
Na unidade, o inglês vai além de uma disciplina isolada e está integrado às aulas de ciências, história, geografia e matemática. A proposta permite que os alunos tenham contato com o idioma de forma natural, enquanto aprendem conteúdos de diferentes áreas.
Ao todo, os estudantes têm cerca de 15 horas semanais de exposição ao inglês, associadas às atividades pedagógicas. O modelo busca tornar o aprendizado mais dinâmico, estimulando o desenvolvimento cognitivo, a comunicação e as habilidades linguísticas.
Impacto para as famílias
Para muitas famílias, o ensino bilíngue na rede pública representa uma oportunidade inédita, geralmente mais acessível em instituições privadas.
A mãe da estudante Hanna Cecília Ferreira, de 7 anos, aluna do 2º ano A, Ana Karolina Ferreira, relata a emoção ao acompanhar o desenvolvimento da filha.
“É uma mistura de alegria e emoção saber que ela terá oportunidades que eu não tive. Em pouco tempo já vejo evolução na leitura e no inglês, e é muito gratificante acompanhar esse desenvolvimento”, afirmou.

Ana Karolina Ferreira e Hanna Cecília Ferreira. Foto: Neno Canuto/Secom Maceió
O pai do estudante Enzo Joaquim Valdivino, de 9 anos, do 4º ano B, também comemora a iniciativa.
“Fiquei muito feliz ao ver meu filho tendo essa oportunidade. Saber outro idioma pode abrir muitas portas no futuro, tanto nos estudos quanto no trabalho”, destacou.

Sérgio Roberto Clímaco e o estudante Enzo Joaquim Valdivino. Foto: Neno Canuto/Secom Maceió
Aprendizado que já aparece em sala
Entre os estudantes, o entusiasmo com o novo modelo de ensino é evidente. João Antônio, de 7 anos, aluno do 2º ano e diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), já demonstra familiaridade com o idioma.
Animado, ele compartilha uma frase que aprendeu: “I love the bilingual school” (Eu amo a escola bilíngue).

Alunos do 2º ano da rede municipal de ensino. Foto: Neno Canuto/Secom Maceió
Inclusão e desenvolvimento
A professora bilíngue Angélica Alves ressalta que o processo, apesar de desafiador, tem sido recompensador.
“Me emocionei ao ver um aluno com TEA participando das aulas e cantando em casa músicas em inglês que aprendemos na escola. Isso mostra que o aprendizado está acontecendo”, relatou.

Professora Angélica Alves. Foto: Neno Canuto/Secom Maceió
Marco para a educação municipal
A diretora da unidade, Josefa Vieira, destaca a importância do projeto para a rede municipal.
“Os estudantes estão muito interessados e os pais também. Muitos relatam que os filhos já falam palavras em inglês em casa. É um marco para a educação e uma conquista para toda a comunidade”, afirmou.

A diretora da unidade, Josefa Vieira/ Foto: Neno Canuto/Secom Maceió
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