Educação

Ufal celebra 65 anos com campanha institucional e documentário

Por Assessoria 16/01/2026 13h08
Ufal celebra 65 anos com campanha institucional e documentário
Coordenadora da Ascom, Simoneide Araújo, e o jornalista Roberto Amorim detalham no programa Ufal e Sociedade, as ações comemorativas e série que revisita a história da Ufal a partir do legado de seus - Foto: Assessoria

Em comemoração aos 65 anos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), celebrados no dia 25 de janeiro, o programa Ufal e Sociedade, da Rádio Ufal, apresenta uma edição especial dedicada à campanha institucional comemorativa e ao lançamento de uma série documental inédita que revisita a trajetória da Universidade a partir do olhar de seus gestores.

O episódio recebe a coordenadora da Assessoria de Comunicação (Ascom) da Ufal, Simoneide Araújo, e o jornalista, professor e documentarista Roberto Amorim, responsável pela direção do documentário que integra as ações comemorativas do aniversário da instituição. A entrevista inaugura uma sequência de conteúdos especiais que buscam valorizar a memória, a identidade e a contribuição histórica da Ufal para o desenvolvimento de Alagoas.

Durante a conversa, Simoneide Araújo explica que a campanha dos 65 anos já começou a ser pensada no ano passado . “A gente queria fazer uma grande festa, mas estamos com poucos recursos financeiros. Então optamos por uma campanha simples, mas muito bem cuidada, muito bem elaborada, que representasse a importância da Ufal para a sociedade alagoana”, destacou.

A identidade visual da campanha, incluindo o selo comemorativo dos 65 anos, foi desenvolvida pela programadora visual Camila Fialho, que coordena o Núcleo de Criação da Ascom. Segundo Simoneide, a proposta visual já está sendo divulgada nas redes sociais institucionais e também ganhará outros formatos, como outdoors no campus. “Mais do que criar um selo, a gente queria deixar algo para a história da Universidade”, afirmou.

Foi a partir desse desejo de registrar a memória institucional que surgiu a ideia do documentário. Simoneide relembra que a proposta inicial não estava, necessariamente, vinculada à data comemorativa. “A gente queria registrar as histórias das pessoas que ajudaram a construir a Universidade, especialmente dos gestores, para que as futuras gerações conhecessem essa trajetória contada por quem viveu e tomou decisões importantes em cada momento”, explicou.

A ideia ganhou força e passou a integrar oficialmente a campanha dos 65 anos. Para dirigir o projeto, a escolha foi pelo jornalista Roberto Amorim, reconhecido por sua trajetória no jornalismo cultural e na produção de documentários. “O que a gente pediu a Roberto foi exatamente isso: contar a história de cada gestor, o que cada um fez e qual foi a marca que deixou. A Universidade chega aos 65 anos porque foi construída por muitas mãos”, ressaltou Simoneide.

O documentário foi estruturado como uma série de 11 episódios, cada um dedicado a um reitor ou reitora que marcou a história da Ufal. A proposta, segundo Roberto Amorim, foi dar centralidade ao ser humano por trás do cargo. “Eu fui em busca do professor, do gestor, das dores de cabeça, das insônias, das felicidades e das renúncias que cada um enfrentou em nome da Universidade”, explicou.

Roberto destaca que o desafio foi grande, mas também extremamente prazeroso. “São histórias longas, densas, e a gente optou por uma linguagem etnográfica, sem muitos efeitos. O mais importante é a pessoa e o que ela tem a dizer. A Universidade que temos hoje é fruto de decisões tomadas em contextos históricos muito específicos”, afirmou.

Os episódios abordam diferentes períodos da história institucional, desde os primeiros reitorados e a construção do campus, passando pela ditadura militar, a redemocratização, crises políticas, até desafios mais recentes, como a pandemia da covid-19. “A gente não pode analisar um gestor fora do seu tempo. Cada reitor enfrentou circunstâncias muito próprias e todos demonstram um amor profundo pela Ufal”, pontuou o documentarista.

A produção do documentário contou com uma equipe formada por profissionais da própria Universidade e parceiros, além do uso intensivo do Acervo Imagético Manuel Mota, que reúne mais de 17 mil fotografias históricas da Ufal. O acervo foi recentemente digitalizado por meio de uma parceria entre a Ascom, o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) e o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação. “Esse material foi essencial para reconstruir visualmente a história da Universidade, especialmente os primeiros reitorados”, destacou Roberto.

Simoneide reforçou ainda que o acervo representa um patrimônio da instituição. “A gente tinha muito receio de perder essas fotos em papel. Hoje, esse material está preservado, digitalizado e acessível à sociedade. Isso também é celebrar os 65 anos: cuidar da nossa memória”, afirmou.

Além da série documental, a campanha inclui o lançamento de um catálogo digital, que reúne imagens históricas, registros dos episódios e bastidores da produção, mantendo a identidade visual comemorativa dos 65 anos.

Para Simoneide, o projeto simboliza o papel da comunicação institucional. “A Universidade não é feita apenas de prédios. Ela é feita de pessoas. Mostrar esse legado é uma forma de fortalecer o sentimento de pertencimento e de reafirmar a importância da Ufal para Alagoas”, concluiu.

Além da exibição na programação da Rádio Ufal, o conteúdo também estará disponível em formato de podcast no site da rádio e nas principais plataformas de áudio. Ouça, compartilhe e celebre a história da Ufal!