Educação

Núcleo de psicólogos e assistentes sociais faz acolhimento e escuta nas escolas estaduais

Profissionais atuarão em unidades de ensino espalhadas em todo o estado

Por Ana Paula Lins e Manuella Nobre / Ascom Seduc 16/03/2024 16h08
Núcleo de psicólogos e assistentes sociais faz acolhimento e escuta nas escolas estaduais
Profissionais atuarão trabalhando o socioemocional dos estudantes - Foto: Thiago Athaíde / Ascom Seduc

Quando era adolescente, Danielle Raissa Florêncio leu um livro que mudou sua vida: era uma obra sobre o Pai da Psicanálise, Sigmund Freud. Este livro fez com que Danielle descobrisse a sua vocação profissional e, agora, já formada, ela vai ajudar estudantes a se conhecerem melhor e trabalharem suas emoções: ela é uma dos 80 profissionais que compõem o Núcleo Estratégico de Acompanhamento Psico Socioassistencial (NEAPSA) da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e que chegam agora às escolas graças ao Programa Coração de Estudante.

Desenvolvido pela Seduc, o programa busca trabalhar o desenvolvimento das competências socioemocionais do estudante, garantindo as condições necessárias à promoção da saúde mental e ao pleno desenvolvimento do aluno. O atendimento especializado será realizado por meio do NEAPSA, que é formado por 60 psicólogos e 20 assistentes sociais, que atuarão em escolas das 13 Gerências Especiais de Educação (GEE).

“Depois do que passamos na pandemia, quando tivemos que conviver com o distanciamento social, a sociedade voltou fragilizada. Tivemos muitas perdas. Os jovens, em especial, sofreram um impacto muito forte e, por isso, o Governo de Alagoas traz esse programa para trabalhar a saúde emocional dos nossos estudantes e ajudá-los nesta fase de novas descobertas e autoconhecimento que será essencial nas suas vidas”, observa a secretária de Estado da Educação, Roseane Vasconcelos.

Dia a dia

Durante a semana, Danielle Raissa atua em escolas do Cepa, complexo educacional onde foi estudante no período de 2011 a 2017. Agora, ela, em parceria com a assistente social, está fazendo um trabalho de escuta junto aos alunos. A partir do que identificarem, elas farão as intervenções adequadas para cada situação, o que pode variar desde palestras e rodas de conversa até encaminhamentos para o Conselho Tutelar e rede de apoio, quando necessário.

“Para cada etapa, faremos uma abordagem diferente. Para os alunos do ensino fundamental, trabalharemos a expressão das emoções e a comunicação. Já para o público do ensino médio, que está em uma fase de transição para a vida adulta, trabalharemos os seus projetos para o futuro. Além disso, nesta fase da vida, é comum muitos jovens desenvolverem ansiedade, principalmente quando o Enem se aproxima”, explica.

Apoio

Na Escola Estadual D. Pedro II, no Cepa, uma das unidades onde Danielle atua, professores e estudantes dizem que o programa chega em boa hora. “Este projeto vai nos ajudar muito e vai trazer muitos benefícios para o desenvolvimento dos nossos estudantes. Teremos um ganho imensurável para toda a Educação”, declara o diretor Wilames Cerqueira.

Para a professora de Língua Inglesa Mariana Loureiro, a iniciativa também vai ajudar no trabalho dos docentes. “Acho muito importante o fato destes profissionais estarem escutando e conversando com nossos alunos de forma individualizada. Essa atenção tem um retorno imediato e um impacto positivo para a educação como um todo”, avalia.

Os estudantes também aprovam o programa. “Achei muito legal ela estar aqui, conversando e ouvindo a gente. Muito bom”, fala Jonathas Praxedes, do 6º ano do ensino fundamental.