Educação

20 de novembro de 2019 20:51

Estudantes vivenciam cultura afroalagoana na Serra da Barriga

Atividade da UNINASSAU teve como objetivo desenvolver uma educação pautada nas relações étnico-raciais

↑ A visita, organizada pelas coordenações dos cursos envolvidos, tem o objetivo de desenvolver uma educação pautada nas relações étnico-raciais no ensino superior (Foto: Divulgação\assessoria)

Alunos dos cursos de Design Gráfico, Direito, Gastronomia, Pedagogia e Publicidade e Propaganda da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Maceió realizaram, nesta terça-feira (19), uma visita a Serra da Barriga, no município de União dos Palmares. A atividade foi alusiva ao Dia da Consciência Negra, celebrado neste dia 20 de novembro.

A serra alcança 500 metros de altitude e foi para suas matas fechadas que milhares de negros escravizados fugiram durante o período de dominação portuguesa e holandesa. Ente 1597 e 1695, mais de 20 mil pessoas viveram no local.
A visita, organizada pelas coordenações dos cursos envolvidos, tem o objetivo de desenvolver uma educação pautada nas relações étnico-raciais no ensino superior, além de promover aos alunos uma vivência na cultura afroalagoana.
A coordenadora de Gastronomia da UNINASSAU Maceió, Isabela Barbosa, explica a importância do momento. “Especialmente no meu curso, temos uma Gastronomia muito voltada para compreensão do exterior que acaba reproduzindo a ideia de uma cultura que não nos pertence mais. A proposta de levar os meninos até a Serra da Barriga não surgiu apenas para que eles conheçam a história do lugar, mas também para conhecerem a cultura alimentar que eles tinham”, explicou a coordenadora.
Rudson Lima é aluno de Gastronomia da UNINASSAU Maceió e participou da visita. O estudante aprovou a ideia. “O passeio foi ótimo. Conhecemos a cultura indígena, a cultura e o viver de Zumbi dos Palmares e sua população. Em seguida, fomos direto ao restaurante da Mãe Neide, onde ela explicou cada prato e o método de cozimento que era utilizado na época. Sem dúvidas, um passeio rico em cultura”, afirmou.

Isabela reforça ainda que o momento foi, também, uma atividade de responsabilidade social. “Talvez tenhamos um público que não é inserido nas questões culturais e não vivencia o racismo velado na sociedade. Então, inserir esses meninos nessa dinâmica é também uma atividade de responsabilidade social, pois eles vão conhecer de perto a história e constatar que apesar de ser algo que aconteceu há muito tempo, ainda reverbera no presente, afinal, temos um alto índice de racismo. Reproduzindo momentos assim, nossos alunos podem ser os protagonistas de mudanças no futuro”, frisou.

Fonte: Assessoria

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