Educação

16 de junho de 2019 12:30

Jovem assistido pela Semas chega à universidade e inspira crianças em risco social

Oito anos depois, aos 21, Elias Souza é aluno do curso de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas

↑ “Minha vida não seria a mesma se eu não tivesse participado do Serviço de Convivência" (Foto: Assessoria)

Em situação de vulnerabilidade social, ele ingressou no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Cras Denisson Menezes quando ainda tinha 12 anos. Oito anos depois, aos 21, Elias Souza é aluno do curso de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e sua trajetória de sucesso serve de inspiração para as crianças e adolescentes que são atendidos hoje pelo equipamento da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas).

Em Maceió, os núcleos do SCFV da Semas estão espalhados pelas áreas de vulnerabilidade da cidade, especificamente localizados nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), e nas unidades Caic/Ufal, Juvenópolis e Lar São Domingos.

“Minha vida não seria a mesma se eu não tivesse participado do Serviço de Convivência. Tudo começou com a minha curiosidade em relação às atividades esportivas que eram oferecidas no Serviço. A partir daí eu me envolvi com todas as outras discussões, que na maioria das vezes se voltavam para os nossos direitos enquanto cidadãos”, lembra Elias Souza.

“Eu sempre costumo dizer que sem esse serviço eu não teria despertado para a questão educacional, e provavelmente não estaria cursando uma graduação. Eu sou o primeiro da minha família a chegar nesse patamar de formação. Foi lá dentro que eu despertei para essas questões, e que eu consegui sonhar e almejar uma nova realidade. Infelizmente, dentro da periferia é muito difícil achar possibilidades. Sem esse Serviço eu não seria quem sou agora”, afirmou o estudante.

De acordo com a assistente social Wellida Santos, técnica do SCFV, é através das atividades socioeducativas do Serviço que muitas crianças e adolescentes têm acesso a informações e a novas realidades sociais.

“Na maioria dos casos, é apenas através dessas atividades nos equipamentos que as crianças e os adolescentes participantes têm acesso a discussões com embasamento social, cultural e político. Isso dá a elas uma nova visão de mundo, e esse mundo que se abre possui diversas outras possibilidades que vão além daquilo que eles estão acostumados” explicou a técnica.

Além de universitário, Elias é estagiário da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e trabalha no setor de coordenação dos Cras. Dentre as suas múltiplas funções, está a participação na articulação de discussões com crianças e adolescentes que também participam do Serviço de Convivência.

“Durante boa parte da minha infância eu achei que essas possibilidades eram muito distantes de mim, inclusive esse aspecto profissional. Só que por conta das discussões, eu vi que eu poderia sim conseguir o que eu quisesse e que esses espaços eram tão meus quanto de qualquer pessoa. Por conta disso, hoje, uma das minhas atribuições na Semas é facilitar a articulação dos Cras com as crianças e adolescentes. Eu não vou só como exemplo, mas como parte efetiva desse sistema de inclusão”, disse o estudante.

Ao todo, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos possui 16 unidades que atuam com mulheres, gestantes, idosos, crianças e adolescentes. Há ainda, dentro dos grupos do Serviço, uma abordagem especial para pessoas com deficiência física ou que estão em situações de saúde específica, como idosos em isolamento social.

Além das atividades internas do SCFV, o programa também propicia aos usuários atividades externas como visita a espaços culturais (museu, cinema e outros), e visitas a audiências e discussões sobre saúde e sobre a condição social dos usuários.

Para o vice-prefeito e secretário da pasta, Marcelo Palmeira, é por meio do SCFV que a Assistência Social transforma a vida das pessoas. “O trabalho realizado nessas unidades, durante todo o ano, permite que sejam reconhecidas as desigualdades sociais e que as políticas públicas se aproximem dessas pessoas, prevenindo e combatendo a situação de vulnerabilidade e o risco social. Conseguimos o objetivo quando crianças como o Elias alcançam o caminho do sucesso. Ele é um ótimo estagiário e tenho certeza que será um grande profissional”, destacou o gestor.

Fonte: Ascom Semas

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