Educação

20 de agosto de 2018 08:39

Dicas para instituições prepararem avaliações e simulados

Um das dicas é que haja foco na reprodução do que os alunos possivelmente vivenciarão quando estiverem respondendo à avaliação oficial

Iniciamos o 2º semestre de aula e para muitos estudantes essa é fase final de preparação para o Enem ou outros vestibulares e provas importantes para o caminho que ele irá seguir na vida acadêmica. Por isso, é muito importante o apoio das instituições de ensino nessa etapa.

Segundo o estatístico Diego Camacho, fundador da TRIEduc Inteligência Educacional é imprescindível ter em mente que a preparação de simulados e de avaliações são coisas distintas. ‘Os objetivos de cada um são diferentes. Quando uma instituição educacional realiza um simulado, é importante que ela tente reproduzir para os seus alunos o que eles possivelmente vivenciarão quando estiverem respondendo à avaliação oficial. Assim, não apenas a prova precisa ser constituída de questões semelhantes ao exame de verdade, mas até o controle do tempo, a organização da sala de aula, a utilização de folhas de gabarito, etc. precisam ser contemplados. Já na realização de uma avaliação da aprendizagem, o instrumento de coleta de dados (que pode ser uma prova, um relatório, um portfólio etc.) deve ser modelado a partir dos objetivos de aprendizagem esperados pelo professor, portanto, o currículo, o andamento das aulas, o tipo de conteúdo, a interação do professor com a sala de aula determinam como essa avaliação pode ser aplicada e, claro, como os resultados devem ser interpretados’.

Para que as instituições ajudem seus estudantes de forma clara e objetiva, Diego Camacho listou 5 dicas para essa fase de preparação de avaliações:

  1. Livre-se de preconceitos e adote uma atitude acolhedora: o foco de um avaliador ou avaliadora deve ser o de diagnosticar os dados como eles realmente são, sem se deixar influenciar por questões como o comportamento do aluno, sua assiduidade, seus relacionamentos, etc.
  2. Liste de modo preciso os objetivos de aprendizagem que deverão ser diagnosticados pela avaliação.
  3. Escolha o instrumento de avaliação mais adequado para os alunos demonstrarem o conhecimento pretendido (provas com questões de múltipla escolha ou questões dissertativas, relatórios, portfólios, redações, produções artísticas etc.).
  4. Preste atenção na linguagem utilizada, afinal, se o objetivo não for verificar o vocabulário, questione termos que possam ser de compreensão difícil e comprometer o entendimento da atividade pelos alunos.
  5. Ofereça aos alunos todas as informações necessárias para solução dos problemas propostos. Tente ao máximo não aferir a memorização de conceitos ou fatos, mas sim, verificar se os alunos conseguem resgatar os conhecimentos almejados para utiliza-los em uma situação contextualizadas de diferentes níveis de dificuldade.

Fonte: Assessoria

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