Economia

Compra de imóvel exige cuidados que vão além do preço e podem evitar prejuízos por anos

Semana do Cliente abre discussão sobre contratos, custos extras, capacidade financeira e o papel da orientação profissional antes de fechar negócio

Por Tríade Comunicação 15/09/2026 08h38
Compra de imóvel exige cuidados que vão além do preço e podem evitar prejuízos por anos
Semana do Cliente abre discussão sobre contratos, custos extras, capacidade financeira e o papel da orientação profissional antes de fechar negócio - Foto: Tríade Comunicação

Comprar um imóvel pode levar poucos minutos no momento da assinatura, mas os efeitos dessa decisão podem acompanhar o comprador por décadas. Na Semana do Cliente, que tem como principal data o Dia do Cliente, celebrado nesta terça-feira, 15 de setembro, o alerta é para os cuidados que precisam vir antes do “sim” em uma das maiores decisões financeiras da vida.

Preço, localização e condições de pagamento costumam concentrar a atenção de quem procura um imóvel. No entanto, a análise precisa ir além. Documentação, cláusulas contratuais, custos que não aparecem no valor anunciado, capacidade de pagamento ao longo dos anos e até a finalidade da compra estão entre os pontos que podem fazer diferença entre um bom negócio e uma decisão que comprometa o orçamento.

Para o consultor em investimentos imobiliários Lauro Braga, o primeiro cuidado é entender se a compra realmente faz sentido para aquele cliente.

“Um imóvel pode ser excelente e, ainda assim, não ser a escolha adequada para determinada pessoa. Antes de falar em fechar negócio, é preciso entender objetivo, momento financeiro, capacidade de pagamento e o que aquele imóvel representa dentro do planejamento do comprador”, explica.

O preço anunciado não é o custo final

Um dos erros que podem comprometer o planejamento é calcular a compra considerando apenas o valor do imóvel ou da parcela do financiamento. Dependendo da operação, o comprador também precisa prever despesas relacionadas à documentação, tributos, registro, condomínio, manutenção, eventuais reformas e outros custos associados à propriedade.

No caso de um financiamento de longo prazo, a análise se torna ainda mais importante. O fato de a parcela caber na renda atual não significa, isoladamente, que a operação seja confortável para o orçamento familiar.

“É preciso olhar para a vida financeira como um todo. O comprador continuará tendo despesas pessoais, imprevistos e outros projetos. Quando todo o planejamento é feito apenas em torno da parcela, existe o risco de assumir um compromisso maior do que seria saudável”, orienta Braga.

A documentação também merece atenção antes da assinatura. Informações sobre o imóvel, condições previstas no contrato, responsabilidades de cada parte, prazos e regras da negociação devem ser compreendidas pelo comprador. Dúvidas precisam ser esclarecidas antes da formalização do negócio, e não depois.

Orientar também pode significar dizer “não”

Em um mercado no qual o consumidor recebe diariamente ofertas de imóveis pelas redes sociais, anúncios e aplicativos, o volume de opções não necessariamente torna a escolha mais simples. Comparar apenas preço, metragem ou condições promocionais pode deixar de fora fatores importantes para avaliar se a aquisição atende ao objetivo do comprador.

É nesse ponto que Lauro chama atenção para o papel de quem orienta uma negociação imobiliária. Para ele, a atuação profissional não deve estar limitada à venda.

“Proteger o interesse do cliente também significa dizer quando é melhor não comprar. Se o imóvel não combina com o objetivo daquela pessoa, se a condição financeira não é adequada ou se existem pontos que precisam ser melhor avaliados, a orientação responsável é não avançar naquele momento”, alerta Lauro.