Economia
Páscoa deve injetar R$ 37 milhões na economia de Maceió
Com 53,1%, ovos industrializados lideram a preferência do consumidor, que deve celebrar a data na casa de familiares (72,2%)
Nos próximos dias, as vendas para a Páscoa 2026 devem movimentar o comércio de bens e serviços, em Maceió, e injetar R$ 37,3 milhões na economia, segundo estimativa da Pesquisa de Intenção de Consumo para a data, realizada pelo Instituto Fecomércio AL. Em comparação a 2025, quando a projeção foi de R$ 35,7 milhões, o crescimento será de 4,7%.
O cálculo do Instituto considera os valores que devem ser investidos entre compras e comemorações. Para este ano, 64% dos consumidores pretendem adquirir barras e ovos de chocolates. O gasto médio para estas compras deve ficar em R$ 116,61; valor 11,64% maior do que os R$ 104,45 do ano passado. Já 72% dos entrevistados desejam comprar itens destinados às comemorações, como frutos do mar e vinhos, investindo R$ 128,82, em média. Apesar de ser um percentual maior do que o registrado na Páscoa passada (50,4%), o tíquete médio previsto para este ano está 16,83% menor quando comparado aos R$ 154,88 de 2025.
Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Adeildo Sotero, a data representa oportunidades. "Além da celebração religiosa, a Páscoa traz oportunidades para a economia, principalmente para os setores do comércio e de serviços. Podemos dizer que é uma celebração democrática, já que seus produtos típicos são de fácil acesso, beneficiando desde microempreendedores a grandes varejos", observa.
Preferências
No universo dos consumidores que pretendem comprar chocolates (64%), a intenção será presentear filhos (26,6%), sobrinhos (23,3%), afilhados (15,8%), netos (13,4%), cônjuges (8,4%) e se auto presentear (3,3%). Em relação à quantidade, a maioria pretende adquirir um (30,2%), dois (36,65) ou três (14,4%) produtos. Os supermercados (54,6%), as feiras (28,4%) e o Mercado da Produção (6,7%) serão os locais mais procurados.
Os ovos de chocolate industrializados seguem na preferência dos consumidores com 53,1%, embora este percentual seja menor do que os 56,8% de 2025. Para os 26,1% que optarão pelos produtos artesanais, os motivos são variados: são ovos mais saborosos (43%), com maior qualidade (27,8%), menor preço (13,2%), maior variedade (11,3%), além de incentivar os pequenos negócios (4%) dando algo mais especial (0,7%). Os 20,8% dos entrevistados ainda não se decidiram se vão optar por industrializados ou artesanais.
A qualidade dos produtos (37,1%), as promoções (29%) e os preços baixos (25%) vão ser os principais atrativos para as pessoas entrarem nas lojas para as compras, as quais devem ser pagas, em sua maioria (45,6%), com o uso do cartão de crédito em suas diferentes modalidades – débito (24,7%), rotativo (13,9%) e crédito (7%). Em segundo lugar e com percentual próximo ao do cartão estará o Pix, com 43,7%. O dinheiro será utilizado por 10,8% dos consumidores.
No universo dos 35,98% dos entrevistados que não pretendem adquirir chocolates, a falta de hábito (42,5%), os preços altos (21%), a cautela (16,6%), o endividamento (9,9%), o desemprego (1,7%) e o fato de celebrarem a Páscoa de outra maneira (8,3%) foram os motivos apontados.
E ressaltando o perfil familiar da data, as comemorações acontecerão na casa de parentes e familiares (72,2%), casa de amigos (21,5%) e restaurantes (2,2%). Shoppings e clubes ou praias aparecem empatados com 1,8%. Para 0,4%, as celebrações acontecerão em praças ou parques ao ar livre.
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