Economia
Novembro teve subida nos indicadores de endividamento das famílias em Maceió
Mês também apresentou sinais de recuperação na confiança dos empresários
Em novembro, o panorama econômico de Maceió teve queda de -0,96% na Intenção de Consumo das Famílias (ICF), de -1,04% na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) e de -6,54% no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). As pesquisas foram realizadas pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), por meio do Instituto Fecomércio AL, e em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Confira:
Famílias mantêm consumo de forma moderada
Pelo que se percebe na pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), cautela tem sido a palavra de ordem entre os consumidores. Em novembro, o indicador alcançou 102,6 pontos, apresentando quedas mensal e anual, já que em outubro registrou 103,8 pontos e, em novembro de 2024, 108,3 pontos.
Apesar do recuo, o desempenho acima dos 100 pontos – marco considerado positivo – indica um consumo moderado. Dos subindicadores que compõem o ICF, dois tiveram variações positivas: o de perspectiva de consumo, com 7,89%; e o de crédito, com 4,48%. Os outros desempenhos foram -4,45%, no subindicador de emprego atual; -5,87%, no de renda atual; -5,69%, no de consumo atual; -19,81%, na de perspectiva atual; e de -4,50% no de bens duráveis.
O assessor econômico do Instituto Fecomércio AL, Lucas Sorgato, explica que o emprego e a renda seguram o consumo básico enquanto os consumidores aguardam sinais mais claros de melhora da economia. "O medo do futuro, o custo do crédito e o aperto no orçamento estão travando decisões maiores. Para o comércio e os serviços, isso significa um ambiente mais difícil, em que vender depende cada vez mais de preço, condições de pagamento, promoções e estratégias bem direcionadas", afirma.
Endividamento sobe, mas volume de contas em atraso recua
Os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) indicam que 77,15% das famílias estão endividadas; uma elevação mensal de 0,45 ponto percentual (p.p.) e de 0,85 p.p. na comparação anual. Do total, 31,86% estão com contas atrasadas, um recuo de -1,94 p.p. no mês e de -4,94 p.p. no ano.
Na visão do economista, os dados sugerem que as famílias estão no limite de obtenção de crédito e o crescimento do endividamento está mais associado à manutenção das compras do que à expansão delas; fato que reforça o resultado da pesquisa de intenção de consumo. "Para o comércio e os serviços, isso indica que o crédito segue relevante como sustentação das vendas, mas com menor espaço para ampliação do volume financiado sem aumento de risco", pondera.
Dos endividados, 7,97% não terão condições de pagar as contas. A inadimplência está mais concentrada nas famílias que recebem até 10 salários-mínimos (SM), ficando em 34,02%. Entre as de renda superior a 10 SM, o percentual foi de 3,66%.
Empresários ensaiam recuperar a confiança
A pesquisa de Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) indica um cenário de recuperação com o indicador alcançando 110,0 pontos. Mesmo com a memória, o indicador permanece 6,5% abaixo do nível observado um ano antes, ou seja, a melhora não recompôs as perdas acumuladas.
Quando se avalia a confiança considerando o porte da empresa, há um padrão recorrente: as de maior porte apresentam maior capacidade de sustentar a confiança, mesmo em momentos de adversidade econômica, enquanto as empresas com até 50 empregados demonstram maior sensibilidade às condições de crédito e à desaceleração da demanda. "Esse comportamento indica que os pequenos negócios funcionam como um termômetro mais imediato da conjuntura, ajustando expectativas e decisões de investimento com maior rapidez diante de mudanças no ambiente econômico", analisa Sorgato.
Na composição do Icec, o subindicador de Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) marcou 79,1 pontos, sinalizando que o empresário ainda enfrenta dificuldades no dia a dia do negócio. Já os outros dois subindicadores tiveram um desempenho mais positivo: o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) marcou 143,9 pontos, indicando confiança em uma melhora futura; e o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) ficou em 107,0 pontos, sugerindo retomada gradual de contratações e investimentos.
Para saber mais, confira as íntegras das Notas Técnicas no site do Instituto Fecomércio AL.
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