Economia
Enquanto a média nacional de consumo cresce 4,4%, Alagoas tem queda de 0,4%
Recuo registrado em maio só não foi maior devido às compras do Dia das Mães
Enquanto em âmbito nacional o consumo das famílias cresceu pelo quinto mês, subindo 4,4 % em maio e marcando 79,5 pontos, na capital alagoana o ritmo desacelerou e o indicador recuou -0,4%, ficando em 101,6 pontos. Apesar da queda mensal, na comparação anual houve um aumento de 9,4%. Os dados são da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizada pelo Instituto Fecomércio AL em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
No contexto geral, todos os subindicadores que compõem o ICF recuaram em maio, demonstrando que “está sendo inevitável sentir o impacto da inflação e da alta de juros na economia local”, como ressalta Victor Hortencio, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL).
Ainda na análise do economista, a queda no consumo só não foi mais forte devido ao Dia das Mães, segunda maior data comemorativa do ano para a capital. “As vendas de presentes para as mães, que este ano tiveram um aumento no tíquete médio, contribuíram para movimentar a cadeia virtuosa e seguraram os níveis de consumo”, avalia.
Desempenho
Mesmo com 50,6% das pessoas se sentindo seguras no trabalho, tanto quanto estavam no ano passado, o subíndice emprego atual teve redução de 1,8%. Este resultado é reforçado pelo subíndice perspectiva profissional, pois 21,4% das pessoas não acreditam que terão alguma melhora profissional nos próximos seis meses e 13,4% não sabem responder. “Juntos, estes subindicadores demostram uma relativa insegurança quanto ao emprego, refletindo as incertezas da economia”, diz Victor.
A renda atual mostrou uma variação mensal positiva de 1,8%, com 51,9% das famílias tendo a sensação de que a renda está igual à do ano passado e, por consequência, um menor poder de compra atualmente, refletindo o crescimento da inflação que, há mais de nove meses, supera dois dígitos.
Já dois subíndices apontaram para sentidos opostos: enquanto o acesso ao crédito teve variação positiva de 1,4%, o de momento para aquisição duráveis apresentou variação negativa de -2,3%, com 54,8% das famílias afirmando ser este um mau momento para a compra destes bens. Em uma análise conjunta, isso demonstra que a falta de condições favoráveis de crédito cria obstáculo à compra de bens duráveis, dificultando a evolução da economia.
Em relação à perspectiva de consumo das famílias, o recuo mensal foi de – 9,7% e, para 55,9% dos entrevistados, o ritmo de compras será menor do que o do ano passado. O nível de consumo atual cresceu 2,4%, mas possivelmente reflete uma confusão com o nível de gastos. “Devido à crescente alta da inflação, a qual ultrapassa 12% ao ano, há um aumento nos gastos para manter o mesmo nível de consumo. Mas como não existe uma compensação no volume consumo de produtos e serviços, acaba gerando a confusão de que se consumiu mais quando, na realidade, gastou-se mais”, explica o economista.
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