Economia

11 de maio de 2021 08:33

Maragogi será uma das cidades-piloto para projeto de ‘Cancún Brasileira’

↑ Maragogi (Foto: Ascom Prefeitura de Maragogi)

Maragogi, segundo polo turístico de Alagoas, com 8 praias consideradas entre as mais belas do Brasil, além de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro; Cairu, na Bahia e uma parte do litoral de Florianópolis, deverão ser os primeiros locais do novo projeto do Governo Federal, que planeja privatizar ou conceder áreas públicas em praias do país para estimular o investimento de grupos hoteleiros e o recebimento de cruzeiros internacionais, transformando esses balneários  numa espécie de “Cancún brasileira”.

Segundo o ministro do Turismo, Gilson Neto, o projeto prevê o lançamento de uma fase piloto para essas 4 cidades, com a proposta de privatizar imóveis à beira-mar para a construção de hotéis e resorts. O projeto prevê ainda a concessão à iniciativa privada de ativos inalienáveis, como faixas de areia, áreas de ilhas e espelhos-d’água para a construção de infraestruturas como píeres e marinas.

Vale lembrar que o paraíso mexicano chamado Cancún nasceu quase por acaso, há cerca de 40 anos quando um forasteiro teve a ideia de construir uma pousada ao lado de uma pequena colônia de pescadores localizada no coração do território maia. O lugar foi ficando famoso e atraindo a atenção de turistas e investidores. Com o tempo, os pescadores foram embora e no lugar da vila surgiu uma cidade bem planejada e com muito conforto, emoldurada pela natureza da Península de Yucatán.

São vinte e três quilômetros de uma estreita faixa de terra e uma única avenida. De um lado, a vastíssima Lagoa de Nichupté; do outro, o Mar do Caribe, seus recifes e suas águas azul-turquesa. Ao longo da avenida Kukulcán Boulevard, com suas quatro pistas, o turista pode escolher entre uma centena de hotéis de luxo, entremeados por outros de preços mais acessíveis, além de condomínios elegantes, shoppings, restaurantes, marinas, centros de lazer e até clubes de golfe.

O programa brasileiro, inicialmente conhecido por Praias do Brasil, seria liderado pelo Ministério da Economia em parceria com as pastas do Turismo, Meio Ambiente e Infraestrutura. Claro que o envolvimento de diferentes ministérios é visto como necessário para criar segurança jurídica aos investidores. Apesar de estar em fase inicial, o cronograma previsto atualmente prevê avanço ainda neste ano. O lançamento de editais públicos de chamamento para estudos está previsto para ocorrer até o meio do ano.

Para o empresário Paulo Florido, diretor do Projeto Oceano, e mergulhador profissional, “o projeto é uma brilhante ideia do Governo Federal, já que muitas áreas da União estão abandonadas em todo o país, principalmente em regiões costeiras”. Já o ministro do Turismo, Gilson Neto, afirmou que as licitações para venda ou concessão de áreas em Angra, Maragogi, Cairu e região de Florianópolis estão previstas para o primeiro semestre de 2022.

Fonte: Tribuna Independente / Claudio Bulgarelli

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