Economia

20 de fevereiro de 2021 12:51

Beneficiárias do Cartão CRIA recebem primeira parcela do auxílio financeiro mensal

Recurso de R$ 100 por mês já atende a 9 mil famílias e alcançará 180 mil em todo o estado; em Maceió, cadastramento tem início no próximo dia 22

↑ Reprodução

Mãe de duas crianças e no terceiro mês de gestação, Renata Ferreira Araújo, 18 anos, abriu o sorriso quando foi à agência da Caixa Econômica Federal, no último dia 17, em São Miguel dos Campos, e constatou que havia R$ 100 a mais na conta. O valor era proveniente da primeira parcela do Cartão CRIA, investimento do Governo de Alagoas destinado à primeira infância. “Para mim foi até uma surpresa. Eu sabia que o programa havia sido lançado, mas não imaginava que ia ser pago tão rapidamente”, comemorou.

Os depósitos foram iniciados em 11 de fevereiro, quatro dias antes da data prevista originalmente. A informação é da Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), responsável pela gestão do cartão. O recurso visa melhorar a qualidade nutricional em gestantes e crianças entre 0 e 6 anos de idade que vivem na pobreza ou extrema pobreza.

“Vai ajudar bastante para eu poder comprar as coisas para elas”, reconhece Renata. Ao lado do filho Ezequiel, 5, e da pequena Maitê Vitória, 2, a estudante planeja retornar à vida escolar com o fim da pandemia do novo coronavírus. “O meu filho mora com o pai e só fica comigo nos fins de semana. Com a vacinação, eu vou colocar Maitê numa creche para terminar os estudos”, revela.

Pensar no futuro é cuidar do presente. Eis o espírito do Programa CRIA – Criança Alagoana, iniciativa maior e mais abrangente a qual o cartão está inserido. Lançado oficialmente em 1º de fevereiro, o Cartão CRIA alcançou de maneira ágil e eficaz o objetivo da primeira fase: entregar 9 mil cartões com valor mensal de 100 reais para mães e gestantes em 101 municípios alagoanos. A meta final é atender 180 mil famílias ainda no primeiro semestre de 2021. É o maior programa de transferência de renda da história de Alagoas e o segundo maior do país.

Em Arapiraca, o amparo chega em boa hora. “As coisas aumentaram muito. Só um pacote pequeno de leite custa entre 6 e 8 reais. E não dá para passar nem três dias”, reclama Rafaela Maria dos Santos, 22 anos, que decidiu investir na compra da bebida láctea para a filha Ana Beatriz, 5. Portadora de síndrome por Zika vírus, a menina nasceu com microcefalia e paralisia. “É uma ajuda muito boa. Com os 100 reais, eu já posso comprar o leite dela”, aponta a dona de casa, segunda pessoa a receber o cartão diretamente das mãos do governador Renan Filho, durante o lançamento na cidade, no último dia 9 de fevereiro.

Fonte: Assessoria

Comentários

MAIS NO TH