Economia

24 de novembro de 2020 17:30

Ibovespa encosta em 110 mil pontos com otimismo sobre vacinas

Volume financeiro alcançou 36,9 bilhões de reais

↑ Foto: Reprodução

O Ibovespa fechou em alta de mais de 2% nesta terça-feira, encostando nos 110 mil pontos, patamar que não supera desde fevereiro, beneficiado pelo apetite a risco global, na esteira de dados promissores sobre a eficácia de vacinas contra o coronavírus e otimismo com a transição de poder nos EUA.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,24%, a 109.786,30 pontos, máxima de fechamento desde 21 de fevereiro, antes do agravamento da pandemia no Brasil e decretação de quarentenas no país para frear a doença. No melhor momento, chegou a 109.956,18 pontos.

O volume financeiro alcançou 36,9 bilhões de reais.

Além do progresso em relação às vacinas contra o Covid-19 noticiado nos últimos dias, o analista Rafael Ribeiro, da Clear Corretora, citou ainda como componente positivo para a alta nos mercados o começo da transição do governo norte-americano, afastando qualquer ruído sobre as eleições.

Também agradou, segundo ele, a possibilidade de que a ex-chair do Federal Reserve Janet Yellen comandará o Tesouro na gestão de Joe Biden, dado o seu histórico mais favorável para políticas monetárias expansionistas, “que abre espaço para um programa de estímulo ainda maior”.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Dow Jones fecharam em máximas históricas. Entre as commodities, o petróleo Brent avançou 3,9%, para 47,86 dólares o barril, maiores níveis desde março.

A forte alta da Petrobras também foi destacada pelo analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, que elencou uma série de vetores para a força dos papéis, entre eles a alta do petróleo e o resgate antecipado de títulos da dívida pela companhia, que reforça percepção de segue buscando reduzir endividamento.

Participantes do mercado também têm atribuído o fôlego do Ibovespa a entrada de estrangeiros na bolsa – que no mês já registra um saldo positivo de 26 bilhões de reais – e a uma rotação nos portfólios, para ações ‘cíclicas’ e de ‘valor’, com maior peso no índice, em detrimento de papéis de ‘crescimento’.

Fonte: Reuters

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