Economia

29 de outubro de 2020 17:30

Ibovespa reage e fecha em alta com ajuda de Wall Street e noticiário corporativo

Volume financeiro nesta véspera de fechamento de mês somou 33,6 bilhões de reais

↑ Foto: Reprodução

O Ibovespa subiu mais de 1% nesta quinta-feira, acompanhando a recuperação de Wall Street e com uma bateria de resultados e perspectivas corporativas no radar, enquanto agentes seguiram monitorando o avanço de casos de Covid-19 nos EUA e na Europa.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,27%, a 96.582,16 pontos, após quatro pregões no vermelho. O volume financeiro nesta véspera de fechamento de mês somou 33,6 bilhões de reais.

A trégua nas perdas veio após o Ibovespa registrar a maior queda percentual diária na véspera (de mais de 4%) e cair para 93.386,55 pontos no pior momento desta quinta-feira, mais cedo, quando chegou a reverter os ganhos acumulados em outubro. Com a reação, acumula agora alta de 2,09% no mês.

Em Nova York, o S&P 500 subiu mais de 1%, encontrando suporte em alta de papéis de tecnologia antes da divulgação de balanços, além de dados sobre a economia norte-americana, embora persista a apreensão associada a uma nova onda de coronavírus e a incerteza com desfecho eleições nos EUA.

“A questão do Covid-19 continua, e para nós ainda é o principal ponto de preocupação”, afirmou o gestor Werner Roger, sócio na Trígono Capital, acrescentando, porém, que há várias vacinas sendo testadas e que provavelmente começarão chegar no final do ano, ou começo de 2021. “Pode ser um alento.”

Ele acrescentou que as eleições norte-americanas também estão ditando posições mais defensivas no mercado brasileiro, embora acredite que qualquer candidato que vencer manifestará algum tipo de solução para a economia em termos de estímulos.

“Quando sair o resultado, acho que vai destravar um pouco”, afirmou, frisando que Wall St norteia o mercado local, embora tenha ocorrido certo descolamento recentemente. “Agora está novamente muito colado na biruta de Wall Street… Para onde apontar, o Brasil vai na mesma direção.”

Investidores do mercado brasileiro ainda repercutiram a decisão do Banco Central de manter na véspera a Selic na mínima história de 2% ao ano, bem como a mensagem de orientação futura e a porta aberta para eventual corte nos juros básicos à frente.

O analista Rafael Ribeiro, da Clear Corretora, ainda chamou a atenção para os bons resultados operacionais de Petrobras e Vale, em especial o lado do fluxo de caixa, bem como o teste dos 93 mil pontos, “que se trata do principal suporte de curto prazo e onde abriu compra no começo de outubro”.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também divulgou nesta quinta-feira que o número de ofertas públicas iniciais (IPO) realizadas na B3 em setembro foi o maior desde 2010, com oito empresas abrindo capital.

Fonte: Reuters

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