Economia

24 de setembro de 2020 17:30

Ibovespa sobe com setor financeiro, mas sem fôlego para alcançar 98 mil pontos

Volume financeiro somou 25,4 bilhões de reais

↑ Foto: Divulgação

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, apoiado no avanço do setor financeiro, com B3 subindo 5,5%, mas sem fôlego para alcançar os 98 mil pontos dada a volatilidade em Wall Street e preocupações contínuas com o ambiente fiscal brasileiro.

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa subiu 1,33%, a 97.012,07 pontos. Na máxima, chegou a 97.954,63 pontos. O volume financeiro somou 25,4 bilhões de reais.

Em Wall Street, o S&P 500 teve alta de 0,3%, no fim de sessão volátil, com um números mostrando um quadro ainda misto sobre a recuperação dos Estados Unidos, enquanto agentes financeiros monitoram negociações para novos estímulos fiscais.

O chair do Federal Reserve e o secretário do Tesouro norte-americano afirmaram nesta quinta-feira que centenas de bilhões de dólares em fundos não utilizados de um pacote de auxílio do coronavírus de 2,3 trilhões de dólares poderiam ser realocados para ajudar famílias e empresas dos EUA.

Na visão do gestor Fernando Siqueira, da Infinity Asset, além de um ajuste técnico, parte da alta doméstica teve respaldo em sinais sobre mais estímulos nos EUA, mas também no tom ‘dovish’ do Relatório de Inflação do Banco Central brasileiro.

“A curva de juros caiu bastante..o que também foi visto no mercado de ações como uma sinalização positiva, principalmente em setores mais sensíveis a juros, como é o caso das construtoras”, afirmou.

Apesar da recuperação , depois de o Ibovespa fechar na mínima em quase três meses na véspera, persistem os receios sobre a trajetória das contas públicas.

O Bradesco BBI manteve ‘overweight’ para ações brasileiras em portfólio para a América Latina e estima que o Ibovespa acabe o ano em 107 mil pontos, mas pontuou que, no momento, as ações estão precificando altos riscos políticos e fiscais.

“Políticos irão apoiar a equipe econômica para cumprir o limite de gastos em 2021 e parar de pagar ajuda de emergência antes que a vacina contra Covid-19 chegue? Achamos que sim, mas reconhecemos que precisaremos de alguns meses para garantir uma maior clareza”, observou em relatório a clientes.

Fonte: Reuters

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