Economia

29 de julho de 2020 08:56

Taxar 3% sobre fortuna de bilionários daria R$ 36 bi para combater pandemia no Brasil

Contas foram apresentadas pelo deputado Elias Vaz (PSB), que propõe um empréstimo compulsório sobre fortunas de 206 bilionários brasileiros para enfrentamento da crise causada pela pandemia

↑ Deputado Elias Vaz, do PSB de Goiás (Foto: Divulgação)

Uma taxação de 3% sobre a fortuna de 206 contribuintes que têm patrimônio acima de R$ 1 bilhão no Brasil resultaria em um reforço de R$ 36 bilhões nos cofres públicos para o combate ao coronavírus e para o país sair da crise econômica aprofundada pela pandemia.

As contas foram apresentadas pelo deputado Elias Vaz (PSB-GO), autor de um projeto de lei apresentado no mês de março – com urgência requerida nos últimos dias – que prega determina empréstimo compulsório sobre grandes fortunas.

“Somos 210 milhões de habitantes, a maioria com renda de até 2 salários mínimos. E um grupo de 206 pessoas detêm juntas R$ 1,2 trilhão. Muito tem se falado do esforço que a sociedade precisa fazer na luta contra a crise, mas, até o momento, só foram propostos cortes nos salários dos trabalhadores. Um corte de apenas 3% na fortuna desses bilionários não os tornará pobres, muito menos os colocará em crise financeira nem reduzirá seu padrão de vida”, afirma Elias Vaz.

Segundo a proposta, a alíquota será de 3% do patrimônio do contribuinte que esteja acima do teto de R$1 bilhão. A restituição do empréstimo compulsório será feita num prazo de até 20 anos e o Executivo tem no máximo 15 dias para cumprir a lei depois de aprovada.

O projeto também prevê de que forma a União deve distribuir 40% dos recursos para a assistência à saúde, incluindo os serviços médicos, hospitalares e laboratoriais; 20% para programas e projetos destinados a garantir a permanência do vínculo empregatício; 20% para financiar o capital de giro de microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas e 20% para atendimento de programas de assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade.

 

Fonte: Revista Fórum / Plinio Teodoro

Comentários

MAIS NO TH