Economia

16 de julho de 2020 11:57

Abrasel pretende iniciar retomada com 40% da capacidade

Kennedy Calheiros diz que mesmo com as medidas que permitiram a suspensão de contratos de trabalho, por exemplo, vários empresários estão em desespero e não conseguem cumprir com suas obrigações legais

↑ Thiago Falcão explica que o setor irá atuar de forma organizada para que o setor não tenha mais prejuízos (Foto: Secom/Maceió)

Com anúncio de que bares e restaurantes, em Maceió, voltarão a funcionar – mesmo que com 50% de sua lotação – a partir da próxima segunda-feira (20), a expectativa dos empresários do setor é de já iniciar sua retomada perto dos 40%. A avaliação é de Thiago Falcão, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Alagoas.

A capital alagoana passou à chamada fase amarela do protocolo de Distanciamento Social Controlado do Governo do Estado, que dá início ao processo de reabertura da economia alagoana após mais de 100 dias com decretos de isolamento social para o combate à pandemia de covid-19.

“O prejuízo foi grande. Muitos conseguiram empréstimos para compensar um pouco, outros não. Nossa perspectiva de retomada se dá, iniciando aí, perto dos 40%, dentro do primeiro mês e avançando na medida em que os meses passam. Nosso setor tem perspectiva de somar a junção do que conseguiu com o delivery mais a abertura dos salões para poder ter um ponto de equilíbrio e parar de ter prejuízos a partir de agosto. Nossa perspectiva é que a gente consiga somar os esforços das duas modalidades”, avalia o presidente da Abrasel em Alagoas.

Ainda de acordo com ele, na medida em que o tempo passar, o crescimento de receita do setor tende a aumentar. Seja pela redução da pandemia, seja pela confiança das pessoas em voltar a frequentar bares e restaurantes.

“Nos meses subsequentes, a gente entende que deve haver um avanço natural. Tanto nas fases do decreto, com a possibilidade de crescimento a cada mudança de fase… crescimento no número de assentos. Vamos ter mais confiança das pessoas com o avançar da pandemia e um grau maior de imunização”, diz. “Agora é um processo de retomada com segurança, que a gente pede, não somente aos estabelecimentos, mas à população, que ela saiba fazer uso desses espaços públicos de forma consciente”, completa Thiago Falcão.

Garantir que os estabelecimentos funcionem dentro das normas sanitárias para combater a pandemia de covid-19 é, de acordo com o dirigente, uma preocupação da Abrasel.

“Vamos promover na próxima semana uma ‘blitz do bem’ com o objetivo de ir aos estabelecimentos e verificar se  tudo está de acordo com as normas e se algo estiver em falta, a gente fazer um trabalho de orientação, de melhoria, com placas de orientação e sinalização, máscaras, tanto para a parte de empresas quanto clientes. Também vamos lançar, junto com Sebrae, uma consultoria on-line para estabelecimentos e colaboradores sejam treinados para esse processo de retomada, de forma segura”, adianta Thiago Falcão.

Na avaliação da Associação Comercial de Maceió (ACM), os dados oficiais provam que mudança para a fase laranja no protocolo de Distanciamento Social Controlado na capital alagoana não gerou aumento de contágio por covid-19. Segundo Marcos Tavares, vice-presidente da entidade, os comerciantes demonstraram a devida preocupação com as normas sanitárias e com a saúde das pessoas nestes últimos 15 dias.

“Dentro dessas duas semanas de abertura [fase laranja], do segundo momento, das lojas de rua, a gente pôde perceber que não houve aumento de casos. Isso nos faz crer que as empresas estão, realmente, cuidando muito bem e obedecendo, sempre, as orientações sanitárias. Assim, elas fazem com que as aglomerações de rua se dissipem e saiam de um lugar insalubre para um lugar que cumpre as medidas sanitárias, evitando a proliferação da covid”, afirma o diretor da ACM.

Presidente da Associação Comercial pede ajuda a bancos

 

Centenas de dias sem atividades – ou com parte delas –, por causa do combate à pandemia de covid-19, resultou em prejuízos às empresas. Os aportes federais não forma suficientes e muitos agora coçam a cabeça para sanar as dívidas que retomar seus negócios. Por conta disso, a Associação Comercial de Maceió (ACM) passou a procurar os bancos, a fim de conseguir empréstimos e ajudar os empresários para superar a atual crise.

Segundo o presidente da ACM, Kennedy Calheiros, mesmo com as medidas que permitiram a suspensão de contratos de trabalho, por exemplo, vários empresários estão em desespero e não conseguem cumprir com suas obrigações legais.

“Estamos pedindo que os bancos ajudem aos pequenos e micro para que o negócio deles não venha a fechar. Um crédito, mesmo que pequeno, pode ser a dose necessária que uma empresa esteja precisando para voltar a ter vida”, ressalta. “Estamos fazendo um trabalho, junto aos bancos, para que liberem créditos de financiamento urgentemente”, completa o presidente da Associação Comercial de Maceió.

Ainda de acordo com ele, os recursos do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) não chegaram à maioria dos empresários, que são os dos pequenos negócios.

“Com o Pronampe foram liberados R$ 13 bilhões em créditos e teve anúncio de mais R$ 39 bilhões, com juros de 1,35% ao mês. Só que este dinheiro ainda não chegou ao pequeno. Não chegou ao microempreendedor. E olha que conseguimos a suspensão do pagamento dos financiamentos contraídos, junto ao Banco do Nordeste, até o começo de 2021”, relata Kennedy Calheiros.

Fonte: Tribuna Independente / Carlos Amaral

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