Economia

6 de junho de 2020 20:47

Setor de restaurantes avalia que quanto mais tarde demorar em reabrir pior será a crise

Em Maceió, a empresária Joyce de Lima diz que o ideal seria uma abertura gradual das atividades

↑ Empresária Joyce de Lima - Cortesia

As noites de sábado sempre foram as melhores em termos de movimento para os restaurantes em Maceió.

Representava, antes do fechamento das atividades em março, em decorrência do novo coronavírus, quase 50 por cento de todo o faturamento da semana. Com a paralisação, e apenas o funcionamento, primeiro do delivery e depois do sistema pegue e leve, empresários do setor alertam que quanto mais tarde o setor demorar para reabrir, pior será a crise que todos deverão enfrentar.

Em Porto Alegre, por exemplo, donos de bares e restaurantes, depois de longa espera, decidiram manter as portas fechadas mesmo com decreto que autoriza a reabertura dos estabelecimentos. Pelo menos 30 estabelecimentos decidiram continuar fechados, funcionando apenas por delivery ou para retirada de encomendas. E que para poder operar, os comércios precisam seguir regras de distanciamento, higienização e só permitir a ocupação de metade do espaço. Muitos avaliam que os clientes vão demorar em voltar a vida normal.

E muitos querem evitar o que aconteceu no Rio de Janeiro, onde o empresário Henrique Fogaça, do Masterchef, da Band, fechou seu restaurante e demitiu 200 funcionários. Segundo ele, ´´não deu para segurar´´. Nas redes sociais ele confirmou que teve um prejuízo de mais de R$ 500 mil nesse período de mais de 2 meses de fechamento em dos shoppings mais luxuosos da capital carioca.

Em Maceió, a empresária Joyce de Lima, que administra 4 restaurantes, um no Maceió Shopping, o Mangiare Cucina Expressa, que permanece fechado e dois no Extra Mangabeiras, o Império Nordestino, de culinária regional e o Mangiare Extra, de pratos típicos da culinária italiana, que funcionam tanto no sistema de entrega em domicílio, quanto no pegue e leve, tem certeza, que apesar de minimizar a crise, o ideal seria uma abertura gradual das atividades, como forma de impedir o desemprego e aliviar o prejuízo, que já passa de mais de 50 milhões de reais, segundo cálculo das associações do setor, como a Abrasel.

Fonte: Claudio Bulgarelli - Sucursal Região Norte

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