Economia

22 de maio de 2020 08:25

Turismo será mais afetado no Nordeste

Projeção é de empresa de auditoria internacional sobre os efeitos da crise provocada pela pandemia de covid-19

↑ Reflexo no turismo é maior devido às características da região Nordeste, que foi fortemente afetada com fechamento de hotéis na pandemia (Foto: Reprodução)

A empresa internacional KPMG, que é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais de Audit, Tax e Advisory, presente em 154 países com 200 mil profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo, inclusive no Brasil, com 4 mil profissionais distribuídos em 22 cidades e 13 estados, afirmou em comunicado à imprensa, que os principais estados da região Nordeste, Ceará, Pernambuco e Bahia, além de outros mais emergentes, como Alagoas e Rio Grande do Norte, que têm a economia voltada para o turismo, consumo interno e dependência de incentivos governamentais (investimentos públicos) podem ser os mais impactados pelos reflexos causados pela pandemia da Covid-19.

De acordo com a empresa, o impacto econômico no setor de turismo será grande em função do elevado grau de informalidade e do uso de mão de obra não tão qualificada.

Para a KPMG o desafio das empresas da região será a retomada das operações.

O comunicado afirma que “o reflexo no turismo é maior devido às características da região e que foi fortemente afetada com o fechamento de hotéis, parques e cancelamento de eventos. O potencial do Nordeste de atrair turistas brasileiros e estrangeiros com a combinação de litoral, gastronomia e cultura foi altamente comprometido. Por isso, vai ter mais dificuldade de retomada do que em outras regiões do país. Além do turismo, a economia do Nordeste é impulsionada pelo comércio local e investimentos públicos que estarão comprometidos nos próximos anos. Varejo e o comércio informal foram afetados por causa da queda do consumo, com impacto relevante, demissões e planos contingenciais e de crise”, analisa a empresa de auditoria.

DESAFIO

O comunicado ainda afirma que: “O desafio das empresas é religar a economia em curto prazo e que o crescimento vai depender de uma retomada estruturada. As empresas precisam se preparar para este novo momento, sob a ótica econômica de negócios e com bastante desafio operacional, já que vão passar por um processo de reinicialização em que elas vão ter que repensar o modelo de negócios para que continuem sendo eficientes e adaptadas ao retorno gradual das atividades”, finaliza o comunicado.

Fonte: Tribuna Independente / Claudio Bulgarelli

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