Economia

31 de março de 2020 08:21

Retomada do turismo só a partir de julho

Setor vai acumular enormes perdas e provavelmente deve ocorrer a demissão de centenas de pessoas

↑ Boa parte dos grandes hotéis em Maceió está fechada (Foto: Edilson Omena)

O fechamento de grandes hotéis em Maceió e em todo o Litoral Norte, com funcionários chorando e empresários preocupados, em vídeos publicados nas redes sociais, provocaram comoção e tristeza nos alagoanos, sobretudo por saberem que se a pandemia persistir e a quarentena for mantida por muito tempo, o turismo, em particular o setor hoteleiro, será o último a se recuperar, porque o coronavírus está impactando fortemente na categoria, que vai acumular enormes perdas e provavelmente provocar a demissão de centenas de pessoas.

Diante desse quadro, o presidente do Maceió Convention & Visitors Bureau, entidade responsável pela gestão de ações de boa parte do trade turístico alagoano, o empresário Glênio Cedrim, que também exerce a função de executivo dos hotéis Tropicalis e Salinas, além da agência Tropicana, afirmou em recente entrevista e que repercutiu bastante das redes sociais, que o pós coronavírus será um momento duro com recuperação mês após mês, a partir de julho, com a retomada de confiança das pessoas para viajar.

O executivo afirmou que no segundo semestre, baseado em dados das operadoras, até o momento, já existe uma boa agenda de eventos importantes em Maceió, que ajudará na recuperação a partir de agosto e setembro. Em agosto, por exemplo, o turismo de eventos deve trazer para Alagoas três grandes atividades do segmento. Para Glênio, esses eventos devem lotar a hotelaria. Depois, a partir de setembro, outubro e novembro é a vez do retorno do turismo de lazer. Em dezembro tem a alta temporada. Glênio Cedrim foi enfático ao dizer que a maior operadora da América Latina, a CVC, que tem Alagoas como um dos seus principais produtos, já confirmou reservas para agosto, setembro e outubro.  Essa garantia, segundo ele, é fruto também graças aos pacotes casados com as companhias aéreas, que já estão bem mais otimistas.

Fonte: Tribuna Independente / Claudio Bulgarelli

Comentários

MAIS NO TH