Economia

21 de janeiro de 2020 09:14

Compra de livros usados garante economia no início do ano

Pais que costumam fazer negociação por redes sociais relatam que valor economizado pode ultrapassar 50%

↑ Pais de alunos vendem, compram, doam, recebem e trocam usados através das redes sociais e conseguem diminuir os custos com os livros que seus filhos vão utilizar durante todo o ano (Foto: Adailson Calheiros)

Com menos de um mês para o início do ano letivo, os pais e até mesmo os alunos estão recorrendo a alternativas para tentar economizar na hora da compra dos livros didáticos e paradidáticos. E como os gastos de início de ano são muitos, a opção é comprar livros usados. E eles garantem que conseguem economizar mais de 50%.

Além dos sebos e feirinhas nas escolas e outros espaços de venda e troca de livros usados, nos últimos anos surgiram os grupos em redes sociais e aplicativos de mensagens, onde as mães e pais de alunos comercializam, doam e trocam livros.

A advogada Vanessa Carnaúba Nobre Casado, mãe de três filhos em idade escolar disse que compra livros usados há mais ou menos quatro anos e garante que vale muito a pena.

“Do meu mais velho tive que comprar novos porque mudou de escola. A do meio está usando as apostilas que servem como livros didáticos do mais velho que eu guardei e comprei os paradidáticos usados – gastei R$ 75. A mais nova eu comprei todos os paradidáticos a uma pessoa só, e gastei R$ 90 e ela me doou os didáticos, dos quais aproveitarei três livros. Com essa doação, economizei mais de R$ 350’’, disse a advogada.

Vanessa conta que este ano com a compra conseguiu economizar mais de R$ 2.000. “Os livros que compro são como novos e na maioria das vezes pago menos da metade do valor deles na escola ou livraria”, informa acrescentando que também vendeu alguns que não seriam utilizados pelos filhos “Vendi mais ou menos R$ 500 em livros e ainda tenho alguns para vender’’.

A advogada também disse que não costuma comprar livros já respondidos. “Não compro muito livros que sejam respondidos nele mesmo, e os que compro, antes de apagar, risco as respostas’’.

Ana Lúcia Santana de Oliveira Silva, empresária, também participar de um grupo e assim como Vanessa economiza mais de 50% no valor total da lista de livros.

“Eu compro os paradidáticos quase sempre usados, pela metade do preço dos novos. Acho uma boa opção já que estamos em tempos bem difíceis. Os didáticos não indico muito, pois eles escrevem  e fica difícil  de apagar muita coisa, mas este ano, por ser módulos os do meu filho mas velho, eles fazem as respostas no caderno, acabei comprando e economizei  metade do valor’’, comenta Ana Lúcia.

Economista: “principal dica é pesquisar antes de comprar”

 

Para o economista, Felippe Rocha, comprar livros usados garante uma economia muito boa. “Com certeza é vantagem. Principalmente se os livros estiverem em bom estado. Inclusive, há locais em que você pode trocar livros com outros pais, tornando-se uma grande vantagem, em que você poderá conseguir seus livros desejados sem nem desembolsar quaisquer quantia. É válido sempre pesquisar preços e analisar as diferenças entre novos e usados’’, avalia o economista.

E a dica do economista na hora de comprar é fazer a pesquisa de preço.

“A principal dica é: pesquise o preço dos novos primeiro, seja online ou em lojas físicas. Após isso dirija-se até as feiras de livros usados. Se o livro estiver em bom estado e com um preço bem mais em conta, fecha a compra. Mas é sempre importante monitorar preços online, às vezes surgem promoções e você compra um novo pelo preço de usado’’.

A coordenadora pedagógica Paula Feitosa também acha que comprar os livros usados, principalmente nas feirinhas das escolas ou de mães que participam desses grupos é uma forma inteligente.

“Acho inteligente comprar usados ou trocar por livros do ano passado com colegas ou mesmo adquiridos em alfarrábios. Não vejo nenhum prejuízo, muito pelo contrário, no caso de escolas de ensino fundamental. Eu mesma comprei várias vezes livros de colegas de meus filhos ou em alfarrábios. Economicamente correto e o planeta ainda deve agradecer”, avalia Paula.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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