Economia

21 de novembro de 2019 12:48

Embrapa lança novo Centro de Pesquisa em Alagoas

Unidade visa aprofundar estudos com ênfase em ‘Alimentos e Territórios’

↑ Alagoas possui bacia leiteira importante, a principal do nordeste, onde a demanda é elevada (Foto: Arquivo/Agência Alagoas)

O mundo mudou e a forma da sociedade se alimentar seguiu pelo mesmo caminho, por esta razão, essa busca por uma melhor qualidade de vida foi levada em consideração para a implantação do novo Centro de Pesquisa da Embrapa em Alagoas, com foco na valorização dos ‘Alimentos e Territórios’.

Com o consumidor cada vez mais exigente e a informação rápida na palma das mãos, cresce a demanda diferenciada por alimentos que não somente agrade os paladares diversificados, mas tenha um significado quando se trata de sofisticação. João Flávio Veloso, chefe-geral da Embrapa Alimentos e Territórios, explicou que o Brasil tem muitas possibilidades quanto a essa questão, frisando a rica biodiversidade alimentar do país. Ele deu exemplos como, a mandioca, o abacaxi, o amendoim e tantos outros produtos desconhecidos que valem trilhões.

Outro ponto citado na entrevista ao Tribuna Hoje diz respeito ao turismo que é crescente no Nordeste com Maceió entre as capitais mais visitadas. “O turista quando viaja gasta mais de 50% com alimentação e quer comer comida local, o melhor jeito de conhecer um lugar é se alimentando da comida típica desse local”.

João Veloso – Embrapa (Foto: Sandro Lima)

“Por isso que quando o turista vem para Maceió, ele quer comer sururu, o que abre a possibilidade enorme para as várias cadeias produtivas agrícolas que podem ser beneficiadas, não somente o produtor de sururu, mas também o agricultor do queijo coalho no sertão de Alagoas, por exemplo”, enfatizou Veloso.

“Hoje o consumidor urbano, além de comer, quer conhecer a história do produto, que tenha uma identidade”, acrescentou João. Para ele, o desafio é grande trabalhar valorizando o produto brasileiro e associá-los a saúde. Segundo o chefe-geral da Embrapa ‘Alimentos e Territórios’, está havendo uma sofisticação alimentar que deve ser levada em conta revalorizando essa temática.

FRUTICULTURA E LEITE

O Centro de Pesquisa da Embrapa em Alagoas objetiva criar estratégias para a fruticultura e a cadeia produtiva do leite no sentido de valorizar os produtos locais. João Veloso citou os selos de qualidade para as frutas, dando o exemplo, da laranja lima de Santana do Mundaú, na zona da mata do estado, criando uma indicação geográfica de forma a acessar mercados mais exigentes.

“Já temos um produto com reputação, então a fruticultura será beneficiada dessa forma. A questão do leite, Alagoas tem uma bacia leiteira importante em Batalha, a principal do nordeste, situada num local espetacular onde a demanda por leite é elevada, mas não atendida, talvez no Brasil seja a única onde tem que vir leite de outro local para suprir”, salientou. João Veloso lembrou que o nordeste tem centros consumidores importantes por ser bastante populoso, em que a demanda é maior que a oferta.

RECURSOS HUMANOS

O trabalho da Embrapa teve início em 2016 no estado de Alagoas quando foi realizado um estudo para a instalação do Centro de Pesquisa no território alagoano. Aprovado no ano passado ficou estabelecido à implantação da unidade visando valorizar produtos alimentares brasileiros.

São 15 pessoas no time de pesquisadores e até ao final de 2020 serão cerca de 70. A unidade está instalada no prédio anexo da Secretaria de Agricultura do Estado, porém a área futura está sendo preparada no Povoado Saúde, na antiga fábrica de tecido têxtil.

“A ideia é recuperar a fábrica para fazer uma conexão com o alimento e a história criando laboratórios para a infraestrutura de trabalho”, ressaltou.

INVESTIMENTO

João Flávio Veloso agradeceu o apoio da bancada federal de Alagoas para o financiamento da construção da infraestrutura do centro de pesquisa, totalizando R$ 40 milhões até o final de 2022. Já aprovados R$ 5 milhões na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020. “Essa sinalizando é ótima, agradecemos aos parlamentares e ao governo do estado que chegaram junto, então é uma construção a três mãos principais”, destacou.

Fonte: Tribuna Hoje / Ana Paula Omena

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