Economia

16 de outubro de 2019 09:03

Alagoas vende 300 mil pães por dia

Estimativa é da Associação dos Panificadores de Alagoas, que aponta ainda que setor é responsável por 20 mil empregos diretos

↑ Pãozinho francês é preferência no café da manhã dos maceioenses e vai bem a qualquer hora do dia, com manteiga, queijo, ovo, presunto, geleia, mortadela ou puro (Foto: Edilson Omena)

Seja no café da manhã ou no lanche do fim de tarde e até a noite, ninguém dispensa um pãozinho. Acompanhado com manteiga, geleia, mortadela, ovo, queijo, presunto e outras iguarias, ele sempre está presente na mesa dos brasileiros e em Alagoas. Isso é comprovado pela Associação dos Panificadores do Estado de Alagoas, que estima vendas em torno de 300 mil pães por dia.

De acordo com o presidente da Associação, Clodoaldo Nascimento, são 2.000 panificadores associados no estado. “Cada uma delas produz em média 1.500 a 2.000 pães por dia’’. Ele acrescenta que o setor é responsável por cerca de 0,5 bilhões em salários anuais e por 20 mil empregos diretos.

Clodoaldo Nascimento, proprietário da Panificação Pão da Arte, disse que o estabelecimento tem clientes ativos que todos os dias estão por lá comprando o pão. “Temos clientes que não dispensam. Todos os dias estão aqui”, conta acrescentando o que já é sabido por todos. A grande procura é pelo pão francês.

A novidade, segundo ele, é que a procura pelo pão francês – zero lactose e sem adição de açúcar cresceu nos estabelecimentos. “Estamos atendendo a demanda do público em geral com adição de alguns elementos mais ricos em fibras, e eliminando gorduras trans, por exemplo, no lugar acionando a gordura de palmas, azeite ou óleo de milho, justamente na preocupação com o consumidor. As padarias modernas trabalham com este modelo de sustentabilidade, pensando na sociedade e economia”.

José Correia consome pão todos os dias: “tem que ter no café da manhã, à noite. Mas procuro consumir os integrais, por recomendação” (Foto: Edilson Omena)

Entre os que não dispensam o pãozinho está o aposentado José Correia, que afirmar comprar o produto todos os dias. “Tem quer ter, no café da manhã, à noite. Mas, procuro consumir os integrais, para manter as recomendações’’.

Em relação aos valores, o presidente da Associação dos Panificadores do Estado diz que varia de estabelecimento para estabelecimento, porque cada um tem um modelo de negócio. “Aqui, por exemplo, o quilo do pão francês está por R$ 10,99’’.

PESQUISA

A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) divulgou está semana, os dados da terceira edição da pesquisa sobre hábitos de consumo de pães, realizada pela consultoria Kantar WorldPanel. De acordo com o estudo, os pães industrializados (forma branco e integral, com grãos, de hambúrguer, bisnaguinhas entre diversos outros tipos) têm 54,4% de penetração na região Norte e Nordeste do país e respondem por 5,9% (2,9 mil toneladas) do volume total de pães consumidos na região. A participação no mercado deste tipo de produto tem crescido ano a ano na região: em 2016 foi de 1,8% e em 2017, de 2,6%.

Dentre os pães industrializados, o destaque fica com os fatiados (também conhecidos como pães de forma), que respondem por 4,3% do mercado (2,1 mil toneladas). Em seguida aparecem os especiais (com grãos), com 2,1% (mil toneladas), os específicos para hot dog e hambúrguer, ambos com 0,5% do share, representando 200 toneladas para cada categoria e as bisnaguinhas, com 0,2% (100 toneladas). No que se refere à penetração, o pão de forma branco lidera, com presença em 46,7% dos lares da região.

A pesquisa analisou durante o ano de 2018 uma mostra de 11.300 lares que retratam um universo de 53 milhões de famílias espalhadas por sete macrorregiões. De acordo com o estudo, a Grande São Paulo lidera o consumo, respondendo por 18,3%; em seguida vem as regiões Sul (18,2%), Leste e Interior do Rio de Janeiro (16,8%), Interior de São Paulo (15,9%), Norte e Nordeste (12,5%), Grande Rio de Janeiro (12,1%) e Centro-Oeste (6,1%). Em 2018, o total de vendas de pães industrializados no país foi de 401,2 mil toneladas, segundo dados da Abimapi.

Ação social e promoção para comemorar marcam a data

 

Em Maceió, a data será comemorada pelo Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria, Bolos, Bolachas, Biscoitos e Massas Alimentícias do Estado de Alagoas (Sindpan/AL), que vai mostrar a seus associados às principais tendências e novidades do setor de panificação e confeitaria.

Além disso, também será feito uma “grande mesa’’ com os produtos de várias panificações no Hospital Oncológico Rodrigo Ramalho, na Rua Sargento Jayme Pantaleão, no bairro do Prado, às 9h. O local foi escolhido porque concentra muitas pessoas que vêm do interior fazer o exame de mama ou tratamento, e muitos familiares acompanhando. E para relembrar ainda a Campanha Outubro Rosa.

Outra amostra será feita na Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). Em algumas padarias serão realizadas promoções do dia, e montadas mesas de degustação para os clientes.

DIA

A data instituída em 2000, nos Estados Unidos (Nova York), pela União Internacional de Padeiros e Afins, tem como objetivo celebrar o alimento considerado o mais popular do mundo.

NUTRICIONISTA

A nutricionista Alane Costa disse que o pão de fato é um alimento muito consumido, mas para ela, ele pode ser dispensável. “Como nutricionista lowcarb, vejo como um alimento dispensável. As raízes, por exemplo, podem substituir o pão. O produto possui farinha branca na composição, e essa farinha que contém o glúten é responsável por muitos processos inflamatórios no organismo. O ideal para quem não deseja substituir é consumir com moderação”, explica.

Em relação ao pão integral, a nutricionista disse que segue o mesmo princípio. “A linha de raciocínio é a mesma: os dois contêm farinha branca, mas, seria uma alternativa para quem não vive sem ou produzir o pão em casa com farinha de oleaginosas”.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

Comentários

MAIS NO TH