Economia

10 de outubro de 2019 17:17

Sindicatos defendem permanência da Braskem e cobram solução para o Pinheiro

Sindpetro AL/SE e Sindimetal apresentam pontos que consideram fundamentais sobre o caso

↑ Reunião foi realizada na Casa da Indústria, sede da Fiea (Foto: Comunicação Sistema Fiea)

Lideranças dos trabalhadores do setor metalúrgico, da Cadeia da Química e do Plástico e terceirizados, solicitaram e, sob intermediação da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), se reuniram com representantes do governo e da Prefeitura de Maceió, para defender a permanência da Braskem em Alagoas.

Durante a reunião, realizada na manhã desta quinta-feira, 10, na Casa da Indústria, sede da Fiea, dirigentes do Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Químicos, Petroquímicos, Fertilizantes e Plásticos dos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindpetro AL/SE), e do Sindicato dos Metalúrgicos de Alagoas (Sindimetal), apresentaram três pontos que consideram fundamentais nas discussões sobre o chamado caso Pinheiro.

“Pedimos essa reunião com os representantes do governo e da prefeitura, para defender as posições que julgamos essenciais”, disse o presidente do Sindimetal, Jobson Ferreira Torres. Lembrando que a indústria Braskem garante cerca de 15 mil empregos, o representante dos trabalhadores declarou que todas as discussões sobre a problemática deve considerar como prioridade a permanência da empresa no Estado.

Ao mesmo tempo, diante dos representantes do governador Renan Filho e do prefeito Rui Palmeira, Jobson Torres ressaltou que, além da permanência da Braskem, os poderes públicos e os demais envolvidos nos debates sobre soluções para os problemas que resultaram na suspensão das atividades de mineração em Maceió, devem priorizar os interesses dos moradores do Pinheiro, Bebedouro e Mutange, áreas atingidas por fenômenos geológicos supostamente causados pela exploração de sal-gema.

Já o dirigente do Sindpetro AL/SE, Ronaldo de Souza, disse que, além de assegurar um número expressivo de empregos, beneficiando trabalhadores das mais diversas empresas que orbitam em torno dessa indústria, a Braskem garante uma receita tributária decisiva para manter empregos em diversas outras áreas da economia alagoana.

“Nosso objetivo é que a Braskem crie as condições para se manter atuando de forma segura, garantindo o emprego de milhares de trabalhadores, e os direitos dos moradores do Pinheiro e demais bairros afetados”, declarou ele, apresentando a terceira reivindicação dos sindicatos.

Segundo Souza, os trabalhadores reivindicam ainda participação na comissão criada na Câmara dos Deputados para acompanhar a situação do Pinheiro. “Nossa participação nessa comissão é importante, já que qualquer decisão acerca da Braskem nos afeta diretamente”, argumentou o representante dos trabalhadores.

No último dia 4, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, assinou portaria criando a Comissão Externa do Pinheiro, atendendo ao pedido do deputado federal João Henrique Caldas, de Alagoas.

Atento à argumentação dos petroquímicos e metalúrgicos, o presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade, voltou a defender todos os esforços pelo reinício das atividades da Braskem, suspensas desde maio último. “Essa é uma indústria fundamental para a economia alagoana. A empresa deve permanecer aqui. Ao mesmo tempo, temos que resolver os problemas dos moradores atingidos”, reafirmou o líder empresarial.

O presidente da Fiea tem intermediado sucessivas reuniões entre representantes da Braskem, do governo e da prefeitura, de modo a que se encontre soluções consensuais, onde sejam atendidos os interesses econômicos e sociais, e o interesse público.

Fonte: Comunicação Sistema Fiea

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