Economia

1 de agosto de 2019 09:11

Moagem de cana será iniciada na região norte de Alagoas

Produção da nova safra começará no mês de agosto na região pela Usina Santo Antônio e perspectiva é de crescimento de 10%

↑ Colheita e moagem da cana-de-açúcar movimenta região Norte do estado neste início de agosto (Foto: Sandro Lima)

Com chuva ou com sol, a região Norte vai dar o pontapé inicial para o próximo ciclo da cana-de-açúcar. Ao longo da rodovia AL 101 Norte, a partir da Barra de Santo Antônio, passando por São Luiz do Quitunde, Matriz de Camaragibe e Porto Calvo e na outra vertente, em direção a Rota Ecológica, até bem próximo do povoado de Barra de Camaragibe, as plantações de cana já estão prontas para a moagem.

Assim, a partir desse fim de semana deve ser dada a largada pela Usina Santo Antônio, localizada no município de São Luiz do Quitunde, da moagem da nova safra, já que a unidade industrial mantem a tradição de iniciar a moagem em Alagoas.

Segundo o diretor agrícola da Santo Antônio, Marcos Maranhão, a expectativa é de crescimento para a próxima safra da cana.

“Estamos trabalhando com uma perspectiva de crescimento de 10%. Se a chuva continuar neste ritmo, a safra poderá ser ainda maior. Nossa previsão é começar a moagem logo no início de agosto”, afirmou.

CRESCIMENTO DE 32%

Na safra passada, a Usina Santo Antônio processou 2,1 milhões de toneladas de cana, representando um crescimento de 32% em comparação ao ciclo 2017/2018, onde foram esmagadas 1,6 milhões de toneladas de cana. A moagem ocorreu do dia 13 de agosto de 2018 até março deste ano, perdurando por sete meses.

Sozinha, a unidade industrial produziu mais 166 mil toneladas de açúcar com crescimento de quase 32% diante da moagem passada, além de uma produção superior a 67 milhões de litros de etanol, o que representou uma variação positiva de 58% em comparação a safra 18/19.

A safra 2019/2020 começa com uma expectativa de continuidade de crescimento na quantidade de cana processada. A expectativa das entidades que fazem parte do setor sucroenergético alagoano – Asplana e Sindaçúcar-AL – é que sejam beneficiadas mais de 18 milhões de toneladas de cana. No ciclo 2018/2019 as usinas alagoanas moeram 16,5 milhões de toneladas.

OUTRAS UNIDADES

Logo depois de iniciada a moagem pela usina Santo Antônio, deve também iniciar os trabalhos a Usina Camaragibe, do mesmo grupo e a Usina Santa Maria, de Porto Calvo, que apesar de todos os problemas enfrentados nos últimos anos, com falta de pagamento de trabalhadores, greve desencadeada pelos funcionários e problemas de ordem judicial, também deve superar a meta de da safra passada.

Chuvas de inverno ajudam plantio em áreas de encostas

 

Com o início oficial da estação das chuvas, as unidades da agroindústria da cana em Alagoas começaram também o plantio de inverno nos canaviais.

Aproveitando a umidade do solo, a Usina Santo Antônio, por exemplo, continua realizando o plantio das áreas de topografia acidentada. Este ano, segundo o diretor Agrícola, Marcos Maranhão, serão plantados, só em áreas consideradas de encosta, mais de dois mil hectares.

Segundo ele, por se tratar de áreas de encosta, o solo acaba secando mais rápido, além disso, não se pode preparar a terra para não causar a erosão. Dessa forma tudo é feito no plantio direto com cultivo mínimo.

“A terra tem que estar bem úmida para que os sucos possam ser feitos diretos sem gradear, tendo uma coberta bem feita para que a cana possa nascer”, afirma.

No entanto, o plantio nas áreas inclinadas utiliza um número maior de trabalhadores, tornando-se mais oneroso.

A mecanização é menos utilizada, aumentando a mão de obra. Em topografia plana são necessários, em média, até 12 pessoas, enquanto em uma área de encosta são quase 40. Onde o trator não pode operar, o trabalhador usa a enxada”, afirmou Fábio Brito, superintendente Agrícola da usina Santo Antônio.

No plantio destas áreas, as sementes são cortadas manualmente para reduzir o tamanho dos feixes de cana com espaçamentos de 40 centímetros, fazendo com o que a brotação das gemas ocorra de forma uniforme e com maior eficiência. Apesar de ser plantada primeiro, a cana em topografias acidentadas só é colhida após um ano e meio.

Outro fator positivo com o plantio de inverno está na oferta de emprego para os trabalhadores rurais durante a entressafra.

Fonte: Tribuna Independente / Claudio Bulgarelli

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