Economia

21 de maio de 2019 09:18

Empreendedorismo verde conquista mais adeptos em Alagoas

Ambientalista fala do uso consciente, proposta de qualidade de vida e previsões do setor

↑ Ana Paula Omena Repórter Alinne Mirelle diz que empreender em biocosméticos exige paciência para a desconstrução de todo um hábito involuntário de intoxicação diária (Foto: Jonathan Canuto)

O empreendedorismo verde está conquistando o mercado alagoano seguindo a tendência mundial. O negócio sustentável tem dado certo com soluções que vão além dos lucros, permitindo um leque de produtos e serviços comprometidos com o meio ambiente. Para saber mais sobre o assunto, o TH Entrevista conversou com a ambientalista e jornalista Alinne Mirelle.

Ela explica que o uso consciente se apresenta como proposta de um viver qualitativo para quem consome, e um negócio promissor para quem produz e vende. Por esta razão, é nesse cenário que os biocosméticos, também conhecidos como cosméticos inteligentes, protagonizam uma nova perspectiva de saúde, beleza e comércio na capital de Alagoas, Maceió.

Alinne Mirelle contou detalhes de como tudo começou, em 2016, quando descobriu os danos que os cosméticos sintéticos (convencionais) causavam à saúde e ao meio ambiente. Foi aí que a ambientalista viu a possibilidade de unir a sua militância em causas ambientais (2003), ao prazer de comunicar e educar para a sustentabilidade, reinventar-se como profissional e gerar uma nova fonte de renda.

Ela diz que começou com apenas três óleos e atualmente são mais de 30 produtos produzidos, entre sabonete, água perfumada, pó dental, escalda pés com ervas, argilas, óleos vegetais e muito mais. O artesanato também é crescente dentro do negócio sustentável com uma infinidade de modelos de acessórios, como colares e brincos produzidos por índios de Alagoas.

“Se o empreender em algo novo exige coragem e novas formas de abordagens, empreender em biocosméticos exige ainda muito estudo, visão holística, ética e paciência para a desconstrução de todo um hábito involuntário de intoxicação diária”, ressaltou Alinne Mirelle. Por este motivo, mais que mercadoria, a empreendedora enxergou os biocosméticos como ferramenta de educação ambiental. Por isso, o início da comercialização foi justamente na feira de produtos agroecológicos que acontece toda sexta-feira no bairro Jaraguá, em Maceió.

De acordo com Alinne, os frequentadores desse tipo de feira já têm um hábito mais salutar, além da facilidade de compreensão da proposta de saúde integral. Foi também na feira que a empreendedora conheceu as pessoas que futuramente viriam a investir em cosmética natural. Tais pessoas sempre foram engajadas e tratadas como parceiras pela ambientalista.

 

Assista à entrevista na íntegra:

 

Fonte: Tribuna Independente / Ana Paula Omena

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