Economia

15 de fevereiro de 2019 08:16

Valor da gasolina sobe em Maceió e assusta condutores

Valor médio praticado em postos da capital no início da semana, que era de R$ 3,70, passou para R$ 4,29

↑ Petrobras anunciou reajuste de 1% nas refinarias na terça e ontem valor médio na capital subiu para R$ 4,29 (Foto: Edilson Omena)

O aumento no preço médio da gasolina assustou os motoristas maceioenses. Na última quarta-feira (13), as redes sociais foram locais de desabafos desse aumento. Segundo informações dadas em grupo de WhatsApp, tinham postos cobrando valor de R$ 4,29.

A reportagem da Tribuna Independente percorreu alguns postos ontem (14) para confirmar os valores praticados e constatou que de fato, em média a gasolina pode ser encontrada por R$ 4,25 a R$ 4,29. Na segunda (12) e terça-feira (13), o valor do litro estava sendo comercializado, em média, por R$ 3,70 na maioria dos postos.

O motorista Istênio Oliveira disse que o valor ‘salgou’ um pouco. “Antes até 3,59 (com app abastece aí) agora 4,29. Isso é um aumento abusivo. Triste por não ter um órgão fiscalizador que venha a punir essas irregularidades”, reclama.

Quem também reclama da situação é o consumidor Danubio Carvalho. “O Governo, através da Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária] estipulou em R$ 4,41 o preço médio da gasolina para servir de base ao cálculo do ICMS [Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte interestadual, intermunicipal e de Comunicação]. Daí os donos de postos aproveitaram a deixa e subiram os preços. Agradeça ao Governo do Estado”.

Em contato com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Alagoas (Sindicombustíveis-AL), a entidade em nota, disse que o mercado da revenda de combustíveis é completamente livre e que o sindicato não possui ingerência sobre os preços praticados pelos postos de combustíveis. Ainda segundo a nota, o sindicato não acompanha os preços praticados pelos postos de combustíveis, não opinando e nem interferindo nas questões relacionadas a preços de combustíveis.

“O Sindicombustíveis-AL preza pela livre concorrência e pela livre iniciativa e repudia qualquer prática contrária a tais valores. Os preços são livres em todas as etapas (produção, distribuição e revenda), cabendo aos agentes determinar seus preços com base em suas estruturas de custo”.

REFINARIAS

Há alguns meses o valor da gasolina nas refinarias vem sofrendo alterações constantes.

No dia 22 de janeiro, por exemplo, a Petrobras anunciou reajuste. Com a decisão, o litro do combustível nas refinarias passou dos atuais R$ 1,5308 para R$ 1,5491, um aumento de 1,19% – foi o terceiro reajuste para mais de 2019.

De lá para cá, houve redução do valor nas refinarias de 1,3% no dia 29 de janeiro e de 1% no dia 1º deste.

O valor voltou a subir na última terça-feira (12), quando a Petrobras anunciou um reajuste de 1,01%.

A Petrobras adota essa política de reajuste dos preços desde julho de 2017. De acordo com a metodologia, as mudanças podem acontecer mais frequentemente, inclusive todos os dias, e refletem os preços praticados nos mercados internacionais e a cotação do dólar. A recente alta do petróleo e a desvalorização do real frente à moeda norte-americana motivaram, segundo a estatal, o reajuste no  preço da gasolina nas refinarias.

Valor

Com o aumento, em média a gasolina pode ser encontrada por R$ 4,25 a R$ 4,29. Na segunda (12) e terça-feira (13), o valor do litro estava sendo comercializado, em média, por R$ 3,70 na maioria dos postos.

Sindicombustíveis

O Sindicombustíveis-AL informou  que o mercado da revenda de combustíveis é completamente livre e que o sindicato não possui ingerência sobre os preços praticados pelos postos de combustíveis.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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