Economia

5 de dezembro de 2018 17:11

IBGE aponta que Alagoas tem quase metade da população abaixo da linha da pobreza

No Estado, são 48,9% dos habitantes vivendo com renda inferior a R$ 406 por mês

↑ Gráfico aponta a proporção de pessoas abaixo da linha da pobreza (Imagem: Reprodução / IBGE)

O número de pessoas na faixa de extrema pobreza no Brasil aumentou de 6,6% da população em 2016 para 7,4% em 2017, ao passar de 13,5 milhões para 15,2 milhões. De acordo com definição do Banco Mundial, são pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia ou R$ 140 por mês. Segundo o IBGE, o crescimento do percentual nessa faixa subiu em todo o país, com exceção da Região Norte onde ficou estável. Alagoas possui quase metade da população abaixo da linha da pobreza, são 48,9% vivendo com renda inferior a R$ 406 por mês. Quanto à falta de acesso a esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial em Alagoas o percentual é bastante alto, 64%

O Nordeste concentrou o maior percentual daqueles em situação de pobreza, 44,8%, o equivalente a 25,5 milhões de pessoas. Entre as unidades da federação, a maior proporção de pobres estava no Maranhão, com mais da metade da população, 54,1%, e em Alagoas, 48,9%.

Os dados apresentados mostram que em Alagoas tem o terceiro pior rendimento médio (R$ 1.309,00) entre as pessoas empregadas, ficando atrás do Maranhão (R$ 1.170,00) e do Piauí (R$ 1.233,00).

Os dados fazem parte da Síntese dos Indicadores Sociais 2018, divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que entende o estudo como “um conjunto de informações sobre a realidade social do país”. O trabalho elaborado por pesquisadores da instituição tem como principal fonte de dados para a construção dos indicadores a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2012 a 2017.

Condições de moradia

O IBGE aponta que em Alagoas a proporção da população residindo em domicílios sem acesso a coleta direta ou indireta de lixo é de 16,5%. Já a proporção de habitantes sem acesso a abastecimento de água por rede geral está em 23,8%.

Quanto à falta de acesso a esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial em Alagoas o percentual é bastante alto, 64%. A população que reside em domicílios sem acesso a ao menos um dos três serviços de saneamento básico (Ausência de coleta direta ou indireta de lixo, de abastecimento de água por rede geral e de esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial) é de 65,4%.

Condições de vida

A pesquisa identificou que em 2017 cerca de 27 milhões de pessoas, ou seja, 13% da população, viviam em domicílios com ao menos uma das quatro inadequações analisadas: características físicas, condição de ocupação, acesso a serviços e presença de bens no domicílio. A inadequação domiciliar foi a que atingiu o maior número de pessoas: 12,2 milhões, ou 5,9% da população do país.

Em Alagoas, considerando a população vivendo em domicílios com inadequações, 3,9 % destes têm ausência de banheiro de uso exclusivo no domicílio; 0,8% vivem com paredes externas construídas predominantemente com materiais não duráveis; 5,9 convivem com adensamento excessivo, quando a residência tem mais de três moradores por dormitório; e 4,4% com ônus excessivo com aluguel. Ou seja, a média alagoana total com pelo menos uma inadequação é de 13,6%, na mesma proporção do país, que fica em torno de 13%.

Domicílios particulares

Moradores de domicílios particulares de Alagoas também possuem restrições. 38,7% deles têm restrição à educação; 27,8% à proteção social; 13,6% a condições de moradia; 65,4% a saneamento básico; e 41% à comunicação (internet). Considerando as pessoas que possuem ao menos uma restrição, elas representam 85,4%; 57,3% têm duas; 31,5% têm três; 10,5% possuem quatro; e as cinco restrições, 1,7%.

Desocupação em Alagoas

Quanto à desocupação, Pernambuco (16,9), Alagoas (17,2) e Amapá (17,1) apresentaram as maiores taxas em 2017.

O IBGE classifica os jovens de 15 a 29 anos por ocupação. 29,9% deles em Alagoas apenas estudavam em 2017, no Brasil a média é de 26%; enquanto 7,2% estudavam e tinham outra ocupação (11,6% no país); 27 % estão apenas ocupados (38% no Brasil); e 35,9% não estuda e não tem ocupação (bem acima do país que tem 24,5% dos jovens nessa situação).

Fonte: Tribuna Hoje / Texto: Bruno Martins com IBGE

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