Economia

2 de junho de 2018 12:33

Postos em Alagoas ainda não praticam desconto no diesel

Repasse ficaria a critério de cada estabelecimento e conforme estoques

↑ (Foto: Adailson Calheiros)

Após uma sequência de reajustes praticamente diários, a Petrobras anunciou a redução no preço do óleo diesel. De acordo com o Governo, a redução de R$ 0,46 deveria chegar às bombas dos postos de combustível desde sexta-feira (1º). Mas, em Alagoas, a maioria dos postos de combustíveis ainda está praticando o valor antigo.

Ainda não se tem data confirmada de quando os consumidores alagoanos irão receber esse desconto anunciado pelo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto na última quarta-feira (30).

Nem os donos de estabelecimentos nem mesmo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Alagoas (Sindicombustíveis) informam data prevista para esse desconto chegar ao consumidor.

“O repasse dos valores fica a critério de cada revendedor, uma vez que o mercado é livre e cada um vai repassar de acordo com seus custos”, ressalta o sindicato.

Segundo anúncio do governo, os postos que receberem diesel a partir de sexta-feira terão de revendê-lo, obrigatoriamente, por R$ 0,46 centavos a menos que o preço praticado em 21 de maio, quando começou a greve dos caminhoneiros no país. “Se em 21 de maio, o posto de combustível abasteceu o litro do diesel por R$ 3,46, por exemplo, ele terá de vender, obrigatoriamente, por R$ 3, a partir do momento em que for abastecido por diesel que sai das refinarias em 1º de maio”, disse Marun.

No entanto, em alguns postos no Estado até ontem havia variação de valores, entre R$ 3,92 e R$ 3,44. Sobre a redução, o Sindicombustíveis informa que a redução do preço do diesel anunciada pelo Governo Federal, só será sentida à medida que os postos receberem o produto com menos valor das distribuidoras.

O Ministro Carlos Marun declarou ainda que o Ministério da Justiça vai baixar uma norma – possivelmente portaria – determinando aos postos que informem o valor do preço do diesel no dia 21 de maio e também o valor do dia.

“Desconto pode acontecer, mas não existe lei para obrigar”

O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares, afirmou na sexta-feira (1º), após reunião com o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, que não acredita em dificuldades para repassar a redução do preço do diesel nas refinarias para o consumidor final, mas acrescentou que não há lei que obrigue o setor a fazer isso.

“Não existe lei que me obrigue a fazer esse repasse. É uma boa vontade dessa categoria que é a parte mais competitiva da cadeia do petróleo. Tem 40 mil empresários brigando pelo cliente que têm o maior interesse em ter um preço competitivo, mas eu acho que nos não vamos ter dificuldades em fazer esse repasse”, declarou Soares.

Para Paulo Miranda Soares, as autuações de postos de combustíveis anunciadas pelo governo, porém, só deverão acontecer em “casos esporádicos” em que houver crime contra a economia popular, como o verificado em alguns casos, no início da greve dos caminhoneiros, quando alguns postos dobraram os preços dos combustíveis.

“São casos raríssimos. Aconteceram mais em outros setores, o preço da batata, do tomate. Do combustível não. É um setor muito competitivo, muito fiscalizado pelos Procons, MP [Ministério Público], ANP [Agência Nacional do Petróleo], polícia, bombeiros, há uma fiscalização grande em cima dos nossos negócios”, afirmou.

PUNIÇÃO

No entanto, o governo afirma que os postos que não passarem a redução para o consumidor podem ser multados e até interditados. Ainda de acordo com o governo, o preço com desconto de R$ 0,46 no litro do diesel será o valor máximo que os postos poderão praticar nos próximos dois meses.

Fonte: Repórter Lucas França - Tribuna Independente

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