Economia

14 de Abril de 2018 19:48

Maragogi não é apenas praia e piscinas naturais

Cidade oferece trilha ecológica, gastronomia própria, artesanato e se destaca em feiras de turismo

↑ Inauguração aconteceu em Maragogi (Foto: Reprodução)

O município de Maragogi foi homenageado em Itajaí, Santa Catarina, na celebração de 31 anos de Colunismo Social do colunista Fernando Fischer.

A prefeitura recebeu o prêmio por seus trabalhos desenvolvidos em prol no setor turístico. Em outra frente, a Secretaria Municipal de Turismo participou, pela primeira vez, da WTM Latin America, em São Paulo e também foi destaque. A WTM é uma das maiores feiras de turismo da América Latina. O objetivo foi estabelecer estratégias de ações promocionais do destino Maragogi, conhecido como o Caribe brasileiro.

O segundo mais importante polo turístico hoteleiro de Alagoas é um local cheio de atrações e de histórias. Inicialmente era um povoado chamado Gamela. Em 1887, foi elevado à categoria de vila, e passou a se chamar Isabel, em homenagem à princesa que libertou os negros da escravidão. Mais tarde, em 1892, recebeu o nome de Maragogi por causa do rio que banha o local. O nome, segundo historiadores, provém de Marahub-gy, ou rio das Maraubas. Existem também outras interpretações.

Mas quem visita Maragogi tem outras opções de lazer além de conhecer as tão famosas piscinas naturais. Pegar um bugue e visitar todas as praias do município é um passeio que pode se tornar uma pequena aventura por via de estradas de barro e bem perto das praias, mas não na areia, devido à proibição de leis municipais. As estradas são cingidas por restingas e coqueirais e enquanto a brisa bate no rosto, o sol bronzeia. O passeio pelas praias ao norte de Maragogi vai até Peroba, e pode durar até bem mais de três horas.

Trilha do Visgueiro encanta quem se habilita caminhar na mata

Maragogi também tem opções para quem quer mudar de cenário e fugir das praias. A trilha ecológica, chamada de Trilha do Visgueiro, é uma caminhada muito agradável de aproximadamente duas horas e meia no meio da Mata Atlântica, ainda preservada.

Na trilha estão os grandes e centenários visgueiros, que fazem parte da vegetação nativa. Ao final do percurso, a pedida é tomar um banho de bica e comer uma fruta tirada do pé.

A trilha fica no assentamento Água Fria, zona rural do município, a 18 km do centro da cidade. São aproximadamente 6 km de caminhada, em uma rota feita em círculo a fim de evitar a repetição de trechos. Os visgueiros são inúmeros. Mas o de maior destaque é o Gran Visgueiro, árvore-mãe com mais de 500 anos e 22 metros de altura. Suas raízes externas ganham destaque a cada aproximação. É como se formassem muretas de proteção capaz de ultrapassar a altura de um homem em pé. São necessárias cerca de quinze pessoas para abraçá-lo.

Além dos visgueiros, os turistas têm contato com outras espécies de árvores, esculturas de cipó e animais que habitam a reserva. Os guias são os próprios trabalhadores do assentamento agrário que, durante todo o percurso, relatam histórias sobre a vida da comunidade e a relação com a reserva de Mata Atlântica, que possui árvores que servem de produtos para medicina e arquitetura popular, como também conceitos que envolvem a preservação das espécies e a educação ambiental.

No entanto, há algumas restrições para fazer a trilha. Não é recomendada para pessoas com dificuldade de se locomoção e fobia de animais silvestres. Melhor horário é pela manhã e aconselha-se que se usem roupas apropriadas para realização da trilha, além de protetor solar, repelente, boné e água.

Fonte: Tribuna Independente / Claudio Bulgarelli - Sucursal Litoral Norte

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