Economia

1 de fevereiro de 2018 09:14

Cachoeira do Meirim fecha e demite centenas de trabalhadores

Motivo seria queda da produtividade em função da forte estiagem; usina passará a em investir em celulose

↑ Momento em que os trabalhadores da Cachoeira do Meirim ficaram sabendo de suas demissões (Foto: Arquivo pessoal)

A Usina Cachoeira do Meirim, única empresa do setor sucroalcooleiro localizada no município de Maceió, fechou as portas, e dispensou, ontem, centenas de trabalhadores. Segundo a assessoria de comunicação do Grupo Carlos Lyra, a queda da produtividade agrícola das últimas safras, causada pela forte estiagem na região Nordeste, teria motivado a paralisação das atividades industriais.

Segundo funcionários, o grupo que administra a usina passará, a partir de agora, a investir no mercado de celulose, deixando de lado a atividade da cana-de-açúcar, para exploração de eucalipto.

O Grupo Carlos Lyra não se posicionou sobre essa questão, nem sobre o total de demissões, que segundo os trabalhadores chega a 300 pessoas.

Cortadores de cana já tinham sido demitidos, pois a moagem começou em novembro e terminou em janeiro. Outros trabalhadores vinham sendo preparados para as demissões, já que, há duas semanas, eles compareciam ao trabalho somente para bater o ponto, pois não havia demanda a ser atendida.

A Usina Cachoeira do Meirim, localizada no Benedito Bentes, beneficiava 13 municípios alagoanos, segundo informações do próprio site da empresa, e foi adquirida pelo grupo em 1986.

SINDAÇÚCAR

Completados quatro meses do início da safra 17/18, o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), em boletim quinzenal com posição acumulada até o dia 15 de janeiro, confirma quebra de safra. Foram esmagadas pelas usinas alagoanas mais de 9,7 milhões de toneladas de cana. Em comparação ao mesmo período do ciclo 16/17, quando haviam sido beneficiadas 12,6 milhões de toneladas de cana, houve uma variação negativa superior a 22%.

A planilha aponta ainda que todas as unidades industriais registram quebra de safra ante ao ciclo anterior, variando de 1,7% (usina Leão) até 57,5% (Taquara). A quebra de safra também foi expressiva nos itens que fazem parte do mix da cana. No item açúcar, todas as unidades acumularam uma redução ante a moagem 16/17, produzindo, até a primeira quinzena de janeiro, 795 mil toneladas de açúcar.

O levantamento lembra que no mesmo período da safra anterior, a produção acumulada de açúcar já ultrapassava 1,1 milhão de toneladas de açúcar. Diante deste cenário, a variação negativa entre os dois ciclos chega a 29,6%.

Contudo, apesar de a produção de etanol também ter acumulado resultados negativos até a primeira quinzena de janeiro pela quase totalidade das unidades industriais, a Santa Maria foi a única usina que teve alta na produção, chegando a registrar um crescimento de 11,8% ante o ciclo passado.

De acordo com o geral acumulado até o último dia 15 de janeiro, foram produzidos quase 215 milhões de litros do biocombustível. Como na safra anterior a produção era de 286 milhões de litros, houve uma variação negativa de 25%.

Fonte: Tribuna Independente

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