Economia

29 de agosto de 2017 08:01

Bancos em Alagoas demitiram 69% a mais neste ano e número chega a 161

Sindicato atribui aumento à adesão às demissões voluntárias

Levantamento solicitado pelo jornal Tribuna Independente ao Sindicato dos Bancários de Alagoas aponta que a rede bancária no estado demitiu 69% a mais nos oito primeiros meses deste ano, em relação a 2016. Foram 161 demissões registradas em 2017 contra 95 no mesmo período do ano passado.

O advogado da entidade, Gilvan de Abreu explica que grande parte deste aumento pode ser atribuída a adesões nos planos de demissões voluntárias.

“Os bancos de um modo geral estão criando os planos de demissão voluntária justamente para incentivar esses desligamentos. A causa que eles alegam é a situação econômica, mas a gente sabe que eles sempre ganham, mesmo nesses períodos. Os lucros têm aumentado, mas mesmo assim eles não querem perder nada. Os que perdem são os trabalhadores”, destacou o advogado.

Em âmbito nacional, os bancos fecharam o segundo trimestre de 2017 como campeões entre as empresas mais lucrativas. O Itaú encabeçou a lista com mais de R$ 6 milhões em lucros no período, um aumento de 8,98% em relação a 2016. Bradesco com R$ 3.911.483 milhões e Banco do Brasil com R$ 2.618.682 milhões completam o pódio.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban),  o setor tem sido pouco impactado com a estagnação econômica do país. Ainda segundo a entidade, existe equilíbrio entre demissões e contratações em todo o Brasil.

“O setor bancário brasileiro contratou 20.263 pessoas em 2016. Esse total mostra relativo equilíbrio no mercado de trabalho, pois é semelhante ao número de demissões sem justa causa feitas por iniciativa do empregador, que totalizaram 20.578 no ano. A diferença, de pouco mais de 300 demissões, representa 0,06% do total de empregados do setor, que encerrou o ano passado em 483,8 mil. Para a Febraban, os números mostram o quanto o impacto da recessão econômica vivida pelo País é amenizada no setor bancário”, pontuou a entidade.

A Febraban disse ainda que a redução nos postos de trabalho no setor ocorre pelo não preenchimento das vagas abertas com as demissões voluntárias, aposentadorias e fim de contratos de trabalho.

 

Fonte: Tribuna Independente

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