Economia

9 de junho de 2017 15:04

Com proximidade de festas juninas, preço do milho assusta consumidor maceioense

Valor da espiga não atrai e vendedores confiam que movimento melhore semana que vem

A estiagem é apontada como a principal causa do aumento do preço da espiga de milho este ano no Nordeste. Em Alagoas, o cereal vendido no mercado vem de áreas irrigadas em outros estados e por esta razão o valor tem assustado o freguês.

Se o rei das festas juninas corre o risco de perder o posto este ano, as comidas típicas seguem o mesmo ritmo, e quem sai perdendo são os comerciantes, consequentemente o agricultor. Dona Josefa Basílio que faz pamonha para vender há muitos anos, comentou que o preço embora esteja mais salgado, não vai deixar de produzir o prato para vender.

“A gente vende o produto típico um pouco mais caro, mas não deixa de comprar o milho, infelizmente quem vive disso não pode parar, este mês de junho me surpreendeu, comprei uma mão de milho (50 espigas) por R$ 45, ano passado era R$ 40”, frisou a consumidora.

A vendedora Josefa Santos, que está no mesmo ponto na feirinha do Jacintinho de inverno a verão, se disse satisfeita, mesmo achando que o valor acresceu um pouco mais este ano. Ela salientou que se vale dos clientes fixos, mas reconheceu que o preço está bem mais ‘salgado’.

(Foto: Nycole Melo)

Dona Josefa Santos disse que não deixa de comprar, mesmo com preço maior

“Compro esse milho de Pernambuco, como é de irrigação fica mais caro pela falta de chuva. Mas não deixo de comprar, até porque é a minha sobrevivência e a qualidade da espiga chama a atenção e o consumidor compra. Confesso que a saída está fraca se comparada com o ano anterior, espero que melhore a partir da próxima segunda-feira. Sei que o preço está mais caro, mas fazendo uma ‘fezinha’ a gente consegue”, confia Josefa Santos. 

A reportagem esteve em vários pontos de comercialização no Jacintinho, e observou que a partir de R$ 30, se compra 50 espigas de milho.

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