Economia

Ibovespa foi melhor investimento em 2016; euro e dólar foram piores aplicações

Donos de títulos públicos também tiveram ganhos maiores em meio à expectativa de queda dos juros no futuro

Por G1 30/12/2016 20h48
Ibovespa foi melhor investimento em 2016; euro e dólar foram piores aplicações
Reprodução - Foto: Assessoria
O Ibovespa, o principal índice de ações da bolsa brasileira, foi a aplicação financeira com maior rentabilidade em 2016. Em seguida, vêm os próprios fundos de investimento que investem em ações de companhias brasileiras.

O Ibovespa se valorizou 38,94% ao longo de 2016, superando os investimentos em renda fixa, como poupança e o Tesouro Direto, e as aplicações em câmbio.

Na outra ponta, o pior investimento do ano foi no euro. Quem comprou a moeda europeia para investir perdeu 19,81% no ano, de acordo com informações da consultoria Economatica. O investimento em dólar também foi mau negócio para os brasileiros, já que a moeda americana perdeu 17,69% do seu valor em relação ao real em 2016.

No ano anterior aconteceu o contrário. O dólar foi a melhor aplicação de 2015, com alta de 48,4% e, e o Ibovespa recuou 13,3%.

Para calcular o ganho real nas aplicações financeiras, os investidores precisam descontar da sua rentabilidade a inflação no período. Os números oficiais da inflação em 2016 ainda não fecharam, mas a expectativa de mercado é que a inflação avance 6,4% em 2016.

Tesouro Direto

O rendimento médio dos títulos do Tesouro Nacional em 2016 foi de 20,99%, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais. As pessoas físicas podem comprar esses títulos por meio do Tesouro Direto.

A Anbima divulga diariamente o indicador Índice de Mercado Anbima (IMA), que reúne uma carteira de títulos públicos que é a referência da rentabilidade dos títulos de dívida brasileira. Esse valor considera o preço de mercado do título, ou seja, quanto ganha o investidor em caso de venda antecipada. Quem segurar o título até o seu vencimento, receberá os juros contratados na hora da compra.

Neste ano, os títulos do Tesouro se valorizaram pela perspectiva de redução da taxa básica de juros nos próximos meses. Ou seja, quem comprou um título no passado conseguiu taxas melhores do que as que são oferecidas nos títulos vendidos atualmente. Assim, esses papéis se valorizaram e deram retornos maiores ao acionista.

Índices são médias

A rentabilidade das aplicações é uma média de mercado, mas o retorno para cada investidor depende da sua carteira. Por exemplo, quem investiu em ações ganharia 38,94% ao ano se tivesse uma carteira idêntica à composição do Ibovespa no início e no fim de 2016.

Alguns investidores ganharam mais do que isso e outros tiveram perdas. Por exemplo, quem investiu em ações da varejista Magazine Luiza, a empresa que mais se valorizou na bolsa brasileira, conseguiu um retorno de 501% no ano. Já quem investiu nos papéis da fabricante de aeronaves Embraer perdeu 46% - a empresa foi a que mais perdeu valor na bolsa brasileira este ano, segundo dados da empresa de informação financeira Economatica.

O mesmo vale para quem investiu em títulos do Tesouro. Por exemplo, quem tinha títulos com vencimento em 2035 atrelados ao IPCA pôde vende-los com ágio de 47,81% em 2016. Mas quem investiu em títulos vinculados à Selic, a taxa básica de juros brasileira, para 2021 ganhou menos com sua valorização no ano (13,77%), segundo dados do Tesouro.

Em 2017, o resultado das aplicações financeiras depende do cenário daquele ano. O resultado de uma aplicação em 2016 não determina os rendimentos dela no próximo ano.