Economia

28 de dezembro de 2016 16:27

Dólar passa a subir, com fluxo de compra e de olho em dívida dos estados

Na terça-feira, o dólar fechou em leve queda de 0,05%, a R$ 3,2736

O dólar passou a subir com mais força após passar a manhã perto da estabilidade nesta quarta-feira (28), com fluxo de compra da moeda em mais um dia marcado pelo baixo volume de negócios devido à proximidade das festas de final de ano. O mercado repercute ainda a decisão do presidente Michel Temer sobre a renegociação da dívida dos estados com a União.

Às 15h09, a moeda norte-americana subia 0,23%, a R$ 3,2811 na venda.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h09, queda de 0,06%, a R$ 3,2716
Às 10h, queda de 0,02%, a R$ 3,273
Às 11h, queda de 0,05%, a R$ 3,2721
Às 12h09, queda de 0,03%, a R$ 3,2725
Às 13h59, alta de 0,29%, a R$ 3,283

Em ambiente de baixo volume, poucas operações podem exacerbar as movimentações da moeda. “Já estamos em ritmo de parar, muitas empresas já deram folgas, o volume deve ser ainda mais fraco nesta sessão”, disse à Reuters o sócio da Omnix Corretora Vanderlei Muniz.

A briga pela formação Ptax de final de mês (taxa de câmbio calculada pelo BC que serve de referência para contratos) também influencia o câmbio nesta quarta. A Ptax baliza diversos contratos cambiais, e os investidores costumam atuar para puxar as cotações do dólar conforme seus interesses.

“Houve um fluxo de compra de dólares, sobretudo após a formação da Ptax de hoje”, disse o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

Cenário interno

Internamente, o foco do mercado está na decisão do presidente Michel Temer sobre a renegociação das dívidas dos estados, embora a notícia tenha sido ofuscada pelo fluxo de compra nesta quarta.

Após reuniões com a equipe econômica, Temer decidiu vetar o projeto de lei aprovado pelo Congresso. O veto será parcial e atingirá apenas o trecho do texto que trata da recuperação fiscal. Assim, fica mantida a parte sobre a renegociação das dívidas. O motivo do veto é a retirada das contrapartidas que deveriam ser cumpridas pelos estados para terem direito à ampliação, em 20 anos, do prazo para pagamento de suas dívidas com a União, entre outros benefícios.

“A notícia é positiva e, mesmo que haja algum ruído, a questão é saber qual será o efeito deste ruído. Hoje, não está havendo esse ruído. O volume está muito baixo”, comentou à agência o operador da H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

Alguns profissionais avaliam que apesar do veto, o governo pode não enfrentar revide no Congresso. Mais cedo, um operador avaliou que não deveria haver sequelas para o governo. “Os estados estão quebrados e a promessa de ajuda, mesmo com contrapartidas, é melhor do que brigar com o governo. É positivo e acho que os estados vão aceitar”, explicou à Reuters um operador de uma corretora de câmbio nacional.

BC não interfere

Mais uma vez, o Banco Central não anunciou nenhuma intervenção no mercado de câmbio, mantendo-se ausente desde o dia 13 de dezembro.

Na terça-feira, o dólar fechou em leve queda de 0,05%, a R$ 3,2736. No acumulado do ano até terça-feira, a moeda dos Estados Unidos tem queda de mais de 17% em relação ao real. No mês, o recuo acumulado é de 3,36%.

Fonte: G1

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