Cooperativas
Educação cooperativista como diferencial ganha destaque em AL
Com uma proposta pedagógica que vai além do desempenho em provas, a educação cooperativista tem se consolidado como alternativa para famílias que buscam formação acadêmica aliada ao desenvolvimento social, ético e cidadão dos estudantes. Nesse contexto, as escolas cooperativistas se diferenciam por adotar uma pedagogia centrada no ser humano, estimulando desde os primeiros anos a autonomia, o senso crítico, a cooperação e a responsabilidade social dos alunos.
Em Alagoas, existem quatro cooperativas educacionais cadastradas no Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo em Alagoas (SESCOOP/AL), algumas já com reconhecimento em âmbito local e nacional. São elas: Cooperativa Educacional de Maceió – COOPEMA - (Colégio São Lucas), Cooperativa Maria Cristina Souza – COOPEMCS - (Colégio Inovar, em Atalaia), Cooperativa Educacional de Penedo – COOPEPE (Colégio Leonor Gonçalves Peixoto) e Cooperativa Educacional de Xingó - COOPEX – (Escola Convivendo, em Piranhas, e Colégio Boa Ideia, em Paulo Afonso-BA).

Um dos exemplos mais recentes ocorreu em dezembro do ano passado, quando uma aluna da COOPEPE, Maria Lethycia Santos, conquistou o segundo lugar na Olimpíada Brasileira do Bem Público (OBP). A instituição foi a única representante de Alagoas na final do concurso, promovido pela Escola de Políticas Públicas e Governo (EPPG) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Para a presidente da Cooperativa Educacional de Penedo, Maria da Conceição Santana, o resultado é reflexo de um trabalho coletivo e intencional. “A conquista da aluna representa o compromisso da nossa escola com uma educação de qualidade, baseada na cooperação, no protagonismo do estudante e na formação cidadã. Isso faz toda a diferença”, destacou.

Inovação
Em 2025, alunos do Colégio Inovar, mantido pela Cooperativa Educacional Maria Cristina Souza, de Atalaia, também chegaram à final nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), realizada no Espírito Santo. Para o presidente da cooperativa, Gildenor Leite, o desempenho reflete a força do modelo cooperativista na educação. “Quando educadores, estudantes e comunidade caminham juntos, o aprendizado se transforma em inovação, a cooperação vira força e todos ganham com isso”, afirmou.
Além dos resultados acadêmicos, a educação cooperativista se diferencia por ampliar o papel da escola na sociedade. As instituições atuam como polos de integração social, promovendo ações culturais, projetos comunitários, palestras, eventos formativos e atividades que fortalecem os vínculos entre estudantes, educadores, famílias e a comunidade local. A gestão democrática, com participação das famílias nas decisões, também é um dos pilares do modelo.

Para o superintendente do SESCOOP/AL, Adalberon Sá Júnior., o cooperativismo educacional responde às novas demandas da educação contemporânea e, por isso, é importante investir em capacitação para que, cada vez mais, essas cooperativas possam entregar um serviço profissional e de mais qualidade à sociedade. “Em tempos em que educar exige cada vez mais sensibilidade, inovação e diálogo, o cooperativismo educacional mostra que é possível ensinar com excelência, cuidar com proximidade e formar comunidades que aprendem e crescem juntas. E acredito pelo conhecimento que fomentamos o cooperativismo”, afirmou.
O SESCOOP/AL é a instituição responsável por promover a capacitação e o desenvolvimento das cooperativas alagoanas. O serviço oferece programas de formação profissional, aperfeiçoamento da governança e da gestão, além de iniciativas de promoção social.

Evento com temáticas sobre inclusão
Com o objetivo de fortalecer ainda mais a atuação das cooperativas educacionais, o SESCOOP/AL realizará no próximo dia 16 de janeiro, no Hotel Best Western Premier, em Maceió, o evento “Mindset Educa+Coop: educar para cooperar – construindo um mindset inclusivo”. O encontro é voltado para cooperados, dirigentes e colaboradores de cooperativas alagoanas e propõe debater temas que impulsionam o desenvolvimento dos negócios, fortalecem a gestão e promovem uma cultura cooperativa mais inclusiva, inovadora e sustentável.
Na programação, estão palestras e oficinas com temas como prevenção do bullying, cultura organizacional inclusiva, capacitação prática na Lei Lucas, além de conteúdos voltados ao atendimento de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e transtornos disruptivos. “Essa iniciativa integra o compromisso permanente com a qualificação estratégica e o fortalecimento da educação cooperativista no Estado com temáticas que precisam ser discutidas e direcionadas com profissionalismo e responsabilidade”, concluiu Adalberon Sá Júnior.







Mais lidas
-
1Um retorno que vira pesadelo
Filme 'Maldição da Múmia' apresenta novo horror sobrenatural em teaser
-
2Susto!
Motorista prende cabeça do cantor Zezé Di Camargo no vidro do carro; veja vídeo
-
3Planejamento
IMA orienta sobre cuidados necessários ao fazer uma trilha ecológica
-
4Atração
Praia do Toque e suas piscinas naturais
-
5Fenômeno de audiência
'The Rookie' estreia 7ª temporada na Netflix; saiba o que esperar



