Cooperativas

13 de setembro de 2021 17:05

Secretária Nacional da Mulher conhece projetos sociais apoiados pela Prefeitura de Maceió

Visita contou com a participação dos secretários de Assistência Social e da coordenadora do Gabinete de Políticas Públicas para as Mulheres

↑ Município de Maceió apresentou as iniciativas para gerar renda, oportunidades e cidadania à população residente no Vergel do Lago (Foto: Victor Vercant / Secom Maceió)

Na quinta-feira (9), ao visitar Maceió pela segunda vez, a secretária Nacional de Políticas para Mulheres, Cristiane Britto, foi apresentada ao trabalho que as marisqueiras desenvolvem na cadeia produtiva do sururu no Vergel do Lago, nas imediações da Lagoa Mundaú, parte Sul de Maceió. A visita foi uma iniciativa do gabinete da deputada federal Tereza Nelma, que convidou o secretário municipal de Assistência Social, Carlos Jorge, e a coordenadora do Gabinete de Políticas Públicas para as Mulheres, Ana Paula Mendes.

O convite ao secretário Carlos Jorge foi motivado pelas ações que estão sendo realizadas pela Prefeitura de Maceió na região lagunar em parceria com o Instituto Mandaver e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), a partir de projetos como o Favela 3D e o Maceió Inclusiva através da Economia Circular .

“A Assistência Social também está aqui para monitorar e acompanhar qual é a violação de direitos que essas famílias e essas mulheres têm e para construir mais oportunidades de acesso à cidadania. Graças a essa grande interlocução entre a Prefeitura e as organizações sociais, a gente consegue oferecer esse conjunto de ações para fortalecer a cadeia produtiva que essas mulheres estão inseridas, que uma delas é o sururu, para poder gerar renda e trazer melhorias sociais”, revela o secretário.

A coordenadora do Gabinete de Políticas Públicas para as Mulheres, Ana Paula Mendes, enfatiza a importância do protagonismo feminino na transformação de vidas das mulheres e famílias da comunidade. “Esperamos que a partir de hoje novas portas sejam abertas e que o governo federal também venha investir nesse projeto de mudança do Vergel. O projeto visa transformar mulheres marisqueiras em empreendedoras, usar o marisco para empreender e para mudar de vida”, pontua Ana Paula.

A secretária Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres, Cristiane Britto, conta que em 2019 esteve na comunidade para conhecer a realidade das mulheres marisqueiras e que de lá para cá houve mudanças significativas na vida das empreendedoras.

“Retornei para ver como a gente pode inserir o nosso projeto qualifica mulher, agregar, unir esforços e transformar a vida e trazer dignidade para essas famílias. Aqui, eu conheci um projeto lindo dessas mulheres que sobrevivem e transformam o sururu. Um projeto sustentável que traz dignidade para essas mulheres. Eu fiquei encantada e com certeza voltarei para Brasília cheia de ideias”, diz a secretária Nacional da Mulher.

Entreposto do Sururu

Na visita, a secretária Cristiane Britto viu como funciona o modelo de economia circular da Lagoa Mundaú, que consiste na reutilização das conchas do sururu para a confecção de novos produtos como, por exemplo, o Cobogó Mundaú, peça exclusiva do Portobello Grupo, e a textura de paredes, fabricada pela empresa Ibratin.

“Depois que essas conchas entram na unidade fabril do Entreposto do Sururu, a gente faz todo o processo de limpeza, de beneficiamento da concha, ou seja, a gente transforma ela em grãos diferentes, de diferentes tamanhos, porque assim cada tamanho pode ser reutilizado por alguma indústria, algum setor para fazer os seus produtos”, informa a representante do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade, Daiane Dupim.

A pesagem das conchas de sururu e a fabricação dos produtos são realizadas pela Empresa Social, sob a gestão do IABS. A cadeia de valor do sururu também conta com um banco social – o Banco Laguna, desenvolvido pelo Instituto Mandaver -, além da participação de 50 marisqueiras que recolhem as cascas de sururu e as vendem por peso. Por mês, cada marisqueira pode entregar o limite de até 40 caixas de cascas de sururu, o que equivale a 520 kg mensais. Em troca, as marisqueiras recebem 150 sururotes do Banco Laguna, o que corresponde a R$ 150,00, que podem ser investidos na compra de produtos alimentícios e de higiene pessoal no comércio local.

Mulheres empreendedoras

A professora de administração do Instituto Federal de Alagoas, Cláudia Cordeiro, representa no estado o Projeto Mulheres Empreendedoras para Alagoas, extensão do Projeto Nacional Qualifica Mulher, desenvolvido no Brasil pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres e o Ministério da Mulher.

Claudia conheceu os trabalhos das marisqueiras ao anunciar 70 vagas de cursos profissionalizantes para a região lagunar de Maceió, cujo lançamento do edital está previsto para o final do mês de setembro, com previsão de início dos cursos em outubro. Os cursos são voltados para mulheres acima de 18 anos, com renda de até um salário mínimo e meio.

“Nós temos para a região do Vergel 50 vagas para o curso de Mídias e Empreendedorismo e 20 vagas para o curso de Meios e Hospedagem. Temos acertado os locais para essas alunas estarem fazendo a prática que é bastante importante para o seu currículo e também para serem inseridas no mercado de trabalho”, revela Cláudia.

A presidente da cooperativa de marisqueiras, Vanessa dos Santos Silva, é uma das candidatas aos cursos. Ela e outras cooperadas trabalham no beneficiamento do sururu. Vanessa diz que durante a pandemia os trabalhos da cooperativa foram suspensos, mas não vê a hora de voltar a trabalhar na nova sede que foi doada pela Prefeitura de Maceió.

“A Prefeitura nos doou o espaço maravilhoso e grandão e o ministério público entrou com o recurso. Agora vamos ter um local limpo, digno para trabalhar, ter mais valorização no nosso sururu, que antes não tinha tanta valorização assim, e agora, com a cooperativa, vai ter uma valorização boa”, comemora Vanessa.

Fonte: Ascom Semas / Texto: Cícero Rogério

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