Cooperativas

9 de junho de 2021 16:22

Unidades de saúde de AL receberam 54 mil toneladas de alimentos por meio do PAA

↑ Por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, Sesau adquire gêneros alimentícios para assegurar a alimentação dos pacientes das unidades de saúde estaduais. Foto: Agência Alagoas

Incentivo ao pequeno produtor rural alagoano e a segurança de uma alimentação ainda mais saudável para os pacientes e servidores das unidades de saúde ligadas à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). É isso que o Programa de Aquisição de Alimentos de Alagoas (PAA/AL) tem feito, ao adquirir alimentos junto à agricultura familiar e, assim, garantir uma recuperação plena dos pacientes, por meio de uma alimentação ainda mais nutritiva.

Desde o mês de março, os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), internados nas unidades administradas pela Sesau, estão se alimentando com frutas, verduras, raízes e legumes fornecidos pela Cooperativa dos Pequenos Agricultores Organizados (Coopeagro), Cooperativa de Produção dos Agricultores do Vale do Mundaú (Coopavam) e pelo Instituto Objetiva Alagoas.

Durante esse período, as três instituições entregaram 54.780 kg de alimentos, que foram distribuídos para Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca; Hospital Geral do Estado (HGE), Clínica Infantil Daisy Brêda e Maternidade  do Hospital da Mulher (HM), em Maceió; em Maceió; Unidade Mista Senador Arnon de Melo, na cidade de Piranhas; Hospital Regional da Mata (HRM), em União dos Palmares; Hospital Regional do Norte (HRN), em Porto Calvo; Unidade Mista Antenor Serpa, no município de Delmiro Gouveia; e Unidade Drª. Quitéria Bezerra de Melo, em Água Branca.

A Sesau foi o primeiro órgão do Estado a realizar a aquisição dos alimentos por meio do PAA, destaca o secretário Alexandre Ayres. “Esse fornecimento de alimentação ainda mais saudável é decorrente de uma parceria que temos com o PAA/AL. São alimentos produzidos por essas cooperativas da agricultura familiar, e que estão sendo consumidos pelos pacientes, acompanhantes e servidores”, complementa.

Rotina de cuidados – A rotina de trabalho de Helen Almeida, 24 anos, começa logo cedo ao cuidar da plantação de alface, macaxeira, coentro, cebolinha, entre diversos tipos de alimentos. A agricultora faz parte do PAA/AL e fornece coentro e cebolinha para o Instituto Objetiva, localizado em Arapiraca.

Helen trabalha junto ao pai e um ajudante plantando, colhendo, semeando, aguando e limpando a plantação.  Para ela, o PAA/AL tem ajudado bastante os produtores locais e poder contribuir com a alimentação de pessoas que estão internadas nos hospitais é gratificante.

“São esses pequenos alimentos que fazem diferença e ajudam na alimentação das pessoas que estão em um hospital precisando de um reforço alimentar. A gente planta e colhe com todo amor e dedicação para que cada paciente esteja satisfeito e fique bem alimentado com os nossos produtos”, diz a agricultora.

O PAA/AL também fornece folhas de couve para complementar a alimentação dos pacientes, e um dos agricultores que faz esse plantio é o Alexsandro Ferreira, de 37 anos. O arapiraquense mora junto com a esposa e o filho, que também ajudam na plantação.

“Eu trabalho na roça a minha vida toda, gosto muito da vida no campo, é assim que vou vivendo e construindo a minha família. Bem cedo começamos a fazer a colheita de couve, e esse é o melhor horário, porque pegamos as folhas ainda úmidas, e no resto do dia eu vou cuidando da plantação até a hora da colheita. Com o PAA/AL, eu tirei bons frutos desse programa, foi com ele que consegui aumentar a minha área de terra, e crescer a horta. Poder fornecer alimento para os pacientes que estão em recuperação é uma satisfação enorme e saber que a nossa produção está alimentando as pessoas é muito bom”, exaltou o agricultor.

Tanto Helen quanto Alexsandro recebem o apoio do Instituto Objetiva, que fornece os produtos que vão chegar até os pacientes. O assessor técnico em agropecuária do instituto, Mamede Vitório, explica que o órgão atua para levar conhecimento, tecnologia, e na busca de canais de para a comercialização dos produtos desses agricultores.

“Participar do PAA/AL foi uma forma que encontramos para ajudar esses pequenos produtores, o programa é um marco para a cadeia da agricultura familiar, e podemos ver a satisfação do homem e da mulher do campo em vender produto e saber que está sendo consumido por pessoas que estão com a saúde debilitada. Fazemos toda a orientação técnica para os agricultores, falamos que o produto deles está sendo destinado para as unidades de saúde. Então, é preciso ter um cuidado e uma delicadeza maior no trato da plantação. O produto precisa ser o mais fresco possível, e a baixa utilização de agrotóxicos colocando apenas o básico como o nitrogênio, o fósforo e o potássio”, disse Mamede.

Diversidade no cardápio – Além dos produtos fornecidos pelos agricultores Helen e Alexsandro, a Sesau também adquire pelo PAA/AL banana, melancia, laranja, melão, mamão, coco verde, limão e abacaxi. Algumas hortaliças e verduras produzidas são abóbora, alface, batata inglesa, beterraba, cebola branca, cenoura, coentro, pimentão, tomate, além de inhame, mandioca, batata doce, polpas de frutas, açúcar cristal e leite de coco.

Esses alimentos são servidos in natura ou no preparo das refeições dos pacientes que estão internados do café da manhã até a ceia. Para a Cássia Melo, nutricionista do HGE, a agricultura familiar tem sido uma grande parceira com o fornecimento desses alimentos naturais, importante na base da alimentação.

“Todos esses produtos são ricos em vitaminas, minerais, fibras e carboidratos complexos, aumentando a imunidade e a defesa orgânica dos pacientes, o que vai garantir uma melhor recuperação e uma alta hospitalar mais rápida. O maior benefício da agricultura familiar é o frescor dos gêneros alimentícios, que fica garantido pelo tempo menor entre a colheita e o consumo dos pacientes, esse processo mais rápido reduz a perda de nutrientes”, explicou a nutricionista.

Refeições aprovadas – Internado há mais 30 dias na unidade de dor torácica (UDT) no HGE, Josafá Ferreira da Silva, 43 anos de idade, tem se deliciado com os produtos fornecidos pela agricultura familiar. O paciente é natural do município de Colônia Leopoldina e por ter sido criado na zona rural prefere muito mais os alimentos naturais que vêm da terra.

“Quando cheguei ao HGE não estava me alimentando bem, mas agora estou comendo com força. Inhame, macaxeira, arroz, feijão, mamão, abacaxi, uma sopinha de legumes e verdura. Essas são as comidas de verdade, o alimento que me deixa forte para seguir me recuperando”, elogiou Josafá.

Fonte: Agência Alagoas

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