Cooperativas

10 de agosto de 2020 15:00

Destinação correta de resíduos garante economia e impacto social

Quase a totalidade dos resíduos gerados pela Agreste Saneamento recebe destinação sustentável, gera economia e ainda beneficia cooperativas

↑ Agreste Saneamento (Foto: Divulgação)

A correta destinação de resíduos é um desafio para as empresas em todo o país. Este mês, a Lei 12.305/2010 que define a Política Nacional de Resíduos Sólidos completa uma década. No entanto, apenas 59,5% dos resíduos sólidos no país recebem destinação sustentável, de acordo com um estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Paralelo a isso, o Brasil é o país que mais produz resíduos sólidos em toda a América Latina – 40% do total –, só no ano passado foram 79 milhões de toneladas. Na Agreste Saneamento, o tema se transformou em uma iniciativa que além de resultar na destinação adequada de materiais sólidos, gera economia e ainda beneficia cooperativas.

Diariamente, a empresa produz uma diversidade de resíduos que vai desde embalagens, fardamentos, até lâmpadas. Quase 100% desses materiais descartados podem ganhar uma nova utilidade e ainda gerar economia e impacto social. Tanto é que, desde o início do ano, mais de 640 toneladas de materiais foram enviadas a cooperativas de reciclagem de Arapiraca, contribuindo para a geração de emprego e renda.

Funciona da seguinte forma: A empresa faz a separação e as cooperativas coletam o material de forma regular. Maria do Socorro da Silva, coordenadora da Associação de Catadores de Resíduos Sólidos de Arapiraca (Ascara), destaca que a parceria entre a Agreste Saneamento tem sido a principal fonte de renda da cooperativa.

“Temos recebido muito suporte da Agreste, atualmente é de lá que recebemos a maior parte de materiais recicláveis, temos outras empresas que nos ajudam, mas a Agreste é a principal fonte de renda. Eles nos passam materiais que têm um bom preço, e isso tem dado muito futuro. Eles não medem esforços para nos ajudar. São 12 catadores e todos dependem disso, dessa fonte de renda”, pontua.

De acordo com o diretor operacional da Agreste Saneamento, Sérgio Bovo, a iniciativa integra o Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) da empresa.

“Seguimos o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos em conformidade com a Lei 12.305/2010. E os benefícios da gestão de resíduos, da geração até a destinação, são visíveis e palpáveis. Em uma escala macro temos o cuidado com o meio ambiente, visto que o descarte incorreto é responsável por sérios problemas da nossa sociedade atualmente. Dentro da Agreste Saneamento, temos um impacto positivo diretamente ligado à economia: conseguimos reduzir custos, cerca de R$ 10 mil, dinheiro que seria gasto com procedimentos da gestão de resíduos”, enfatiza.

A empresa realiza ainda um planejamento para a devolução dos fardamentos e calçados dos colaboradores, a chamada logística reversa, em que os itens são devolvidos às fábricas e lá são reciclados ou doados.

“A fábrica nos oferta um desconto na aquisição de novos fardamentos e os antigos são reciclados, ou nossa marca é retirada e eles são doados para a população vulnerável. Além disso, destinamos lâmpadas e baterias a pontos de coleta específicos, uma vez que estes são materiais com compostos bastante prejudiciais ao meio ambiente”.

Apenas os resíduos orgânicos são direcionados ao aterro sanitário. Até o lodo das estações de tratamento e as mantas de polipropileno ganham nova utilidade: o lodo vai para a produção de tijolos e as mantas para utilização na agricultura familiar.

“A sustentabilidade é a base de todo o trabalho que realizamos, já que é o DNA da companhia. Sabemos que a cadeia de valor da água não termina quando ela sai da torneira, ou quando o cliente a consome, e que cada parte do processo deixa uma ‘pegada‘. Minimizá-la também é parte essencial do que fazemos. Repensar esses ‘rastros’ no mundo é um compromisso que precisa ser de todos e essa é uma mudança que fazemos questão de inspirar“, finaliza.

Sobre a Agreste Saneamento

A Agreste Saneamento atua junto com a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) desde 2012, através de uma parceria público-privada com duração de 30 anos, com o objetivo universalizar o acesso da população à água de qualidade e assegurar melhorias nos sistemas de abastecimento de 10 municípios da região agreste do estado, beneficiando mais de 377 mil habitantes. Foi eleita a melhor empresa de médio porte para trabalhar em Alagoas, em 2018, de acordo com pesquisa realizada pela consultoria Great Place to Work Brasil (GPTW). Desde 2017, faz parte da Iguá Saneamento, companhia que está presente em 37 municípios brasileiros e que alcança 6 milhões de pessoas com o compromisso de ser a melhor empresa de saneamento para o Brasil.

Sobre a Iguá Saneamento

A Iguá é uma companhia de saneamento, controlada pela IG4 Capital, que atua no gerenciamento e na operação de sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, por intermédio de concessões e de parcerias público-privadas. Atualmente, está presente em 37 municípios de cinco estados brasileiros: Alagoas, Mato Grosso, Santa Catarina, São Paulo e Paraná, por meio de 18 operações que somadas beneficiam 6 milhões de pessoas. O alcance dos serviços prestados pela companhia a coloca entre os principais operadores privados do setor de saneamento do país. Em 2019, foi eleita pelo terceiro ano consecutivo uma ótima empresa para se trabalhar pela consultoria Great Place to Work (GPTW). Atualmente, emprega cerca de 1,5 mil pessoas. O nome Iguá é uma referência direta ao universo em que atua: em tupi-guarani, “ig” que dizer água. www.iguasa.com.br.

Fonte: Assessoria

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