Cooperativas

25 de outubro de 2019 18:04

IBGE divulga em Alagoas resultado definitivo do Censo Agro 2017

Apresentação levantou dados sobre o perfil do produtor, os estabelecimentos e os produtos da agropecuária, coletados entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018

↑ Coletiva (Foto: Caio Lorena / Assessoria IBGE AL)

A unidade estadual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em Alagoas realizou uma coletiva, nesta sexta-feira (25), no auditório do órgão, para divulgar o resultado definitivo do Censo Agro 2017. O evento contou com a participação da imprensa, servidores e um representante da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A apresentação levantou dados sobre o perfil do produtor, os estabelecimentos e os produtos da agropecuária, coletados entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018. Em Alagoas, ganharam destaque os números relacionados à agricultura familiar, ao uso de agrotóxicos, o percentual de estabelecimentos que recebeu orientação técnica, o pessoal ocupado no campo, o crescimento da participação feminina na direção do estabelecimento agropecuário, o acesso à internet, bem como as informações relativas ao cultivo da cana de açúcar.

O chefe da unidade estadual do IBGE em Alagoas, Alcides Tenório Júnior, reforçou a importância do Censo Agro. “O Censo Agro traz dados que ajudam a todos – cidadãos, academia, gestores e gestoras públicas e a imprensa – na tarefa de conhecimento e compreensão da realidade e exercício da cidadania”, destacou o gestor.

Para realizar a pesquisa, o IBGE foi até os 102 municípios de Alagoas, visitando 151.037 endereços, sendo 98.542 deles estabelecimentos agropecuários. Ao todo, os recenseadores percorreram 206.045 km, o que equivale, somente em Alagoas, a cinco voltas em torno da terra pela linha do equador.

Confira, abaixo, dados importantes coletados no Censo Agro:

91% dos produtores que utilizaram agrotóxico não receberam orientação técnica

Tanto no Brasil como em Alagoas houve aumento na quantidade de produtores que fizeram uso de agrotóxicos. No Estado, o índice de uso de agrotóxicos saltou de 20,77% (Censo 2006) para 30,92% em 2017.

Chama a atenção ainda que, no Brasil, 63,29% dos produtores que fizeram uso de agrotóxicos não receberam orientação técnica. Em Alagoas, o número é de 91,76%.

Agricultura familiar representa cerca de 83,5% dos estabelecimentos agropecuários de AL

A agricultura familiar representa a maior parte dos estabelecimentos agropecuários de Alagoas. De acordo com a pesquisa, dos 98.542 estabelecimentos, 82.369 são de agricultura familiar.

Destaque-se que os estabelecimentos de agricultura familiar representam uma área de 551.034 hectares, enquanto os que não são agricultura familiar (16.173) representam uma área de 1.085.678 hectares.

O agreste e o sertão concentram grande parte dos estabelecimentos da agricultura familiar em Alagoas.

Pessoal ocupado no campo segue tendência nacional e cai em 27,6%

Alagoas registrou uma queda no número de pessoas ocupadas no trabalho agropecuário, seguindo a tendência do Brasil. No âmbito nacional, a queda de 2006 (16.568.205) para 2017 (15.105.125) foi de 8,8%, enquanto em Alagoas, no mesmo período, foi de 27,6%. Eram 451.743 em 2006 e 326.913 em 2017.

Acesso à internet pelos produtores se intensifica

Seguindo a tendência nacional, o acesso do produtor à internet em Alagoas aumentou, passando de 610 (0,67%) para 21,8 mil (22,2%) em 2017. No Brasil, eram 75,4 mil (1,87%) em 2006 e passaram a ser 1,4 milhão (28,2%) em 2017.

AL registra queda no número de estabelecimentos que recebeu orientação técnica (6,2%)

Nos aspectos referentes à orientação técnica, Alagoas seguiu a tendência nacional de queda no número de estabelecimentos que receberam este tipo de apoio. No Brasil, caiu de 22% em 2006 para 20,2%. Já em Alagoas caiu de 8% para 6,2%.

Entre os estabelecimentos que receberam orientação técnica, 43% foram do governo nos seus distintos níveis, 32,7% própria ou do próprio produtor e 16,6% das cooperativas.

Participação feminina no comando da produção cresce em Alagoas

O número de estabelecimentos comandados por mulheres registrou um aumento significativo em Alagoas. Em 2006, as mulheres dirigiam 16,68% dos estabelecimentos agropecuários, saltando para 23,30% em 2017. No Brasil, as mulheres dirigem o equivalente a 18,7%.

Cana de açúcar

A cana de açúcar apresenta números importantes. Em uma comparativa histórica, tem-se que, em 1975, a produção alagoana, de 11.554.711 toneladas, representava 14,45% da produção nacional. Em 2017, a produção de 13.625.617 toneladas representava 2,13% da produção nacional.

Ainda assim, Alagoas é o 7º estado que mais produz cana de açúcar no Brasil, sendo o líder na região nordeste. Levando-se em conta o valor da produção nas lavouras temporárias, Alagoas está na 14ª colocação também por influência da Cana de Açúcar.

Fonte: Assessoria IBGE Alagoas / Texto: Caio Lorena

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