Cooperativas

20 de setembro de 2019 17:32

Alagoas contará com R$ 720 milhões do FNE para investimento em projetos produtivos

Em reunião na Casa da Indústria, Banco do Nordeste e parceiros definiram a distribuição dos recursos, considerado o piso de aplicação do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste

↑ Recursos serão alocados na agricultura, pecuária, indústria, agroindústria, turismo, comércio e serviços (Foto: Ascom BNB)

Banco do Nordeste, Ministério do Desenvolvimento Regional, Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), instituições parceiras e representantes dos setores produtivos de Alagoas estiveram reunidos na quarta-feira (18), na Casa da Indústria, para a programação orçamentária dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para investimento no Estado, no próximo ano. Estão previstos créditos da ordem dos R$ 720 milhões, considerados piso de aplicação pelo BNB, a serem alocados na agricultura, pecuária, indústria, agroindústria, turismo, comércio e serviços, levando-se em conta todos os portes de empreendimentos e produtores rurais.

Para o superintendente de Políticas de Desenvolvimento do BNB, Henrique Tinoco, “é uma motivação especial participar da construção coletiva do nosso instrumento mais efetivo para o desenvolvimento da Região, o FNE”. Quanto ao orçamento, ele ressaltou que esse valor é tratado como piso mínimo de aplicação. “Alagoas tem superado as metas de contratação pelo Fundo, o que reflete um esforço do Banco e uma ambiência política empresarial organizada do Estado. Para 2020, destacamos a priorização de investimentos na área de inovação, na promoção de parcerias público privadas, no fortalecimento do turismo, e dos diversos segmentos, respeitando os marcos legais que determinam os aportes mínimos por porte e regiões, entre outras determinações”.

Diversificação

Segundo o superintendente estadual do BNB em Alagoas, Pedro Ermírio Freitas, “é muito importante perceber a diversificação da pauta econômica do Estado, e o papel do Banco no fomento a essas atividades, como a pecuária de corte, bovinocultura de leite, grãos, e tantas outras, com demanda crescente também para investimento em tecnologia e em energias renováveis. A perspectiva nossa é ultrapassar a meta de R$ 720 milhões, a exemplo do que aconteceu no ano passado em que realizamos 114% do que foi orçado para o Estado, chegando a R$ 892 milhões, o dobro dos valores contratados com recursos do FNE em 2017”.

Em sua apresentação, o secretário executivo da Seagri, Carlos Henrique Soares, reforçou que o valor de produção da agricultura no PIB alagoano vem crescendo e apresentando mudança de ocupação do espaço territorial, com menor participação da cana-de-açúcar e maior diversificação das cadeias produtivas. Ele destacou as atividades de produção de leite, pecuária de corte, mandioca, grãos com utilização de alta tecnologia, fruticultura irrigada ao longo do Canal do Sertão, entre outras oportunidades de investimento.

A programação orçamentária levou em conta ainda preceitos legais de alocação mínima de recursos no Semiárido e de acordo com o porte do cliente, garantindo crédito para as regiões menos favorecidas e para os mini e pequenos empresários e produtores rurais.

FNE

O FNE é uma conquista regional obtida na Constituição de 1988, que destinou 1,8% do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados para aplicação em programas de financiamento aos setores produtivos da área de atuação da Sudene. O Banco do Nordeste é o gestor do Fundo, principal fonte de recursos para financiamento aos empresários e produtores rurais da Região, visando minimizar as diferenças entre Nordeste e Sul/Sudeste.

O evento contou com participação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, das Secretarias Estaduais de Infraestrutura (Seinfra), de Desenvolvimento Econômico e do Turismo (Sedetur) e de Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), da Embrapa, da Universidade Federal de Alagoas, do Instituto Federal de Alagoas, das Federações da Indústria (Fiea), do Comércio (Fecomercio) e dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag), das Cooperativas Pindorama e dos Produtores de Leite de Alagoas (CPLA), da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), do Sebrae, do Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater), da Junta Comercial do Estado (Juceal), além de instituições de pesquisa e de representantes de classe.

Fonte: Ascom BNB

Comentários

MAIS NO TH