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24 de março de 2019 17:57

Prefeitura de Maceió aposta em habitação popular e preservação ambiental

Atual gestão tem investido em moradias de interesse social e em diversos projetos de interesse ambiental

↑ Postos de trabalho também são gerados na construção civil (Foto: Pei Fon / Secom Maceió)

Diminuir o déficit habitacional e promover a preservação ambiental são algumas das prioridades da Prefeitura de Maceió. A atual gestão tem investido em moradias de interesse social e em diversos projetos de interesse ambiental. Nos últimos quatro anos, foram entregues 10.032 unidades habitacionais com o objetivo de diminuir o número de pessoas que moram em áreas de risco e, entre as ações no contexto ambiental, estão a promoção da educação ambiental, a implantação de projetos de arborização, iluminação em LED, reflorestamento de áreas degradas, reciclagem e coleta seletiva.

Habitação Popular

Além das mais de 10 mil unidades entregues, até 2021, a Prefeitura prevê a entrega de mais 8.460 novas unidades, com obras em andamento. Para liberar a construção destes residenciais são levados em consideração os impactos sociais e também ambientais. A Secretaria de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedet) analisa as autorizações dos órgãos de gestão ambiental estadual e municipal, considerando a compatibilidade das propostas com a legislação ambiental.

No caso do Rio Novo e Bebedouro, por exemplo, onde serão construídos mais três conjuntos habitacionais populares, a supressão de árvores na região só foi autorizada pelo Município após o envio dos autos ao órgão de gestão ambiental estadual, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), e depois de constatada a compatibilidade da proposta com a Lei da Mata Atlântica. A Sedet também atendeu a recomendação do Ministério Público Estadual (MPE) de suspender a supressão até que seja realizada uma audiência pública na sala da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, marcada para o dia 1º de abril.

Recentemente foram autorizadas as obras de mais 6.684 unidades habitacionais, totalizando mais de R$ 534 milhões em investimentos para a construção de novos residenciais. Neste pacote estão os residenciais Brisas da Lagoa I, II e III (960), no Bebedouro, Mário Peixoto I e II (384), no Santos Dumont, Diana Simon (180), no bairro Santa Amélia, Pedro Teixeira I e II (1.000), também na Santa Amélia, Vale Bentes I e II (1.000), no Benedito Bentes; Vale do Parnaíba (240), no Rio Novo; Alamedas do Farol (480), Alamedas do Pontal (480), Alamedas Jatiúca (480), Alamedas Pajuçara (480) e Oiticica I e II (1.000), todos localizados no Benedito Bentes.

Responsabilidade ambiental

Em relação à proteção ambiental, a preservação da fauna e da flora se destaca por meio do trabalho realizado no Parque Municipal de Maceió, no Bebedouro, e do Parque do Horto, na Gruta de Lourdes. As reservas, além proteger o meio ambiente, são um espaço propício à prática de atividades físicas e de educação ambiental.

Para ampliar o verde nas diversas regiões da cidade, a Prefeitura de Maceió realiza serviços de arborização de forma ampla e constante, trabalho que resultou no plantio de cerca de 40 mil árvores nos últimos cinco anos. Para reforçar ações deste tipo são realizadas doações de exemplares nativos da Mata Atlântica por meio do Projeto Planta Maceió, que doa mudas aos maceioenses em ações itinerantes e incentiva a arborização com a ajuda da população. A doação de mudas também acontece no Parque Municipal, onde cada cidadão pode pegar até duas mudas.

Em diversos espaços públicos, foram criadas hortas e pomares urbanos, que foram instalados em regiões antes ocupadas irregularmente pelo descarte de lixo. Hoje, onde havia resíduos domiciliares brotam frutos e legumes, como nas comunidades Nascente do Sol, Santa Maria e Santa Lúcia. na parte alta de Maceió.

Em março deste ano, foi iniciado trabalho de reflorestamento na área do antigo lixão de Maceió, em Cruz das Almas. A ação, que acontece em parceria com a Cooperativa de Recicladores de Lixo Urbano de Maceió (Cooplum), tem o objetivo de plantar aproximadamente 500 mudas na região.

A área, que durante 40 anos recebeu todo o lixo da cidade de Maceió, após a fase de reflorestamento e revitalização, vai se tornar em um parque. No local, já foram plantadas árvores de grande porte, a exemplo de ipês, eucalipto e pau-brasil, trabalho que marca a primeira etapa da recuperação ambiental da localidade.

Outro destaque é a utilização de materiais sustentáveis em áreas de lazer e espaços de convívio social, como a construção, em diversos pontos da cidade, dos parques infantis e pontos de ônibus com madeiras proveniente de reflorestamento, além do Mirante Sustentável do Murilópolis, que foi estruturado com eucalipto e madeiras de dormentes que eram utilizados em ferrovias.

Além disso, ações como a instalação de ecopontos facilitam o descarte correto de pequenos e específicos volumes de resíduos. Outro grande passo dado pela gestão Rui Palmeira foi a implantação da coleta seletiva, que atende 18 mil residências em nove bairros no formato porta a porta, além de outros 11 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) espalhados pela cidade.

O Projeto Ilumina Maceió visa a instalação de iluminação em LED em todas as mais de 71 mil luminárias da capital alagoana. Mais segura, econômica e com uma iluminação maior, a cidade conta, hoje, com mais de 4.500 lâmpadas espalhadas por vários bairros. Elas duram no mínimo 25 mil horas e é possível reaproveitar 98% da lâmpada a ser descartada. Por ser luz fria (não possui radiação infravermelha e violeta) não atrai insetos.

Fonte: Secom Maceió

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