Cooperativas

20 de fevereiro de 2019 15:57

Falta de espaço para derivados lácteos produzidos em Alagoas é tema de reunião

Câmara Setorial do Leite discutiu a política tributária aplicada para derivados produzidos em Alagoas e vindos de fora do estado

Com o mercado dominado por produtos lácteos de marcas de outros estados, a Câmara Setorial do Leite discutiu, em reunião realizada na terça-feira (19) a política tributária aplicada para derivados produzidos em Alagoas e vindos de fora do estado. Participaram do encontro na Secretária de Agricultura de Alagoas (Seagri/AL) o secretário de Agricultura, Henrique Soares, integrantes de instituições do segmento e representantes da indústria.

De acordo com o presidente da Câmara, André Ramalho, a prática tributária foi examinada com objetivo de mostrar as desvantagens do produto da terra frente à penetração de marcas de estados como Minas Gerais e Mato Grosso. “É com grande preocupação que a câmara setorial vem alertar sobre as dificuldade das indústrias alagoanas em competir com os preços de empresas de fora do estados, que estão com forte presença em nosso mercado. São preços abaixo da nossa realidade que vem fechando, cada vez mais, o espaço nas gôndolas ao produto local”, explicou.

Em consenso, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias e Laticínios e Derivados (Sileal), Arthur Vasconcelos, o setor necessita de incentivo fiscal para que os atacadistas e as redes de supermercados consumam a produção interna. “Há uma grande disposição do setor em atender e se fazer presente no mercado local. Precisamos implantar uma melhor relação entre preço e produto para que os produtos da terra sejam mais atrativos”, informou.

A discussão sobre o baixo consumo interno será pleiteada junto à Secretaria da Fazenda em forma de pauta com base nos modelos de incentivos implantados em outros estados. O documento ainda solicitará a realização de uma rodada de negócios com objetivo de criar uma interlocução entre indústrias e o mercado atacadista. “O grande gargalo é mostrar que podemos tornar a atividade da indústria láctea viável, organizando toda cadeia e provocando esse momento de valorização da produção interna ao dialogar melhor com o mercado. Acreditamos que é totalmente possível comprar mais do produtor e da indústria local”, afirmou o secretário Henrique Soares.

Cooperação

Com uma das plantas industriais mais modernas do Nordeste para produção de leite em pó,bebida e compostos lácteos, a Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), se colocou à disposição para colaborar com a produtividade do setor. “O Parque industrial de Batalha está à disposição para cooperar com o setor. Algumas operações poderão ser feitas via CPLA seja em caso de superprodução ou em formação de estoque para o beneficiamento”, disse.

A Câmara Setorial do Leite ainda avaliou a situação do Programa do Leite em Alagoas. Segundo o secretário de Agricultura Henrique Soares há uma grande esforço do governo estadual para manter a distribuição do leite comprado à agricultura familiar. “Acredito que teremos uma via alternativa para o programa, reforçando essa compra por meio de programas sociais, mas de antemão, o governador Renan Filho segue avaliando essa questão junto ao governo federal”, disse. O Programa recolhe 40 mil litros de leite por dia para 80 mil famílias.

Fonte: Assessoria

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