Cooperativas

25 de julho de 2018 17:02

Retomada do fórum temático da cadeia do leite deve reestruturar setor em Alagoas

Fórum atuará na organização do setor com base num diagnóstico sobre a realidade produtiva da cadeia leiteira e seus principais gargalos

↑ Reunião ocorreu na terça-feira (Foto: Assessoria)

Representantes de entidades ligadas à produção leiteira e indústria de derivados lácteos estiveram reunidos na terça-feira (24) em um almoço na Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Turismo (Sedetur) para tratar o resgate do fórum temático da cadeia produtiva do leite em Alagoas.

O fórum atuará na organização do setor com base num diagnóstico sobre a realidade produtiva da cadeia leiteira e seus principais gargalos. Entre as demandas levantadas durante a reunião estão a manutenção do produtor no campo, situações de linhas de crédito, regulamentação de selos artesanais e valorização do produto fabricado no estado. O objetivo é apresentar soluções que possam conferir maior segurança econômica e confiabilidade ao setor.

“A atividade leiteira tem sua grande importância na geração de empregos e na geração de riquezas no campo por isso é de nosso total interesse repensar junto ao setor como poderemos acelerar essa recuperação após anos de seca e outros atenuantes”, comentou o assessor especial da Sedetur, Rafael Cerqueira.

Preocupados com as oscilações do mercado, o grupo de trabalho irá traçar metas e planos de ação conjunta, em sintonia com o plano governamental, buscando melhorar a produtividade e rentabilidade do leite, atividade de mais de 39 mil produtores no Estado. O grupo terá como atividade inicial o levantamento de dados que confirmem o número real de produção, rebanho e produtores engajados na atividade.

Com o agravante da seca dos últimos anos e a recessão econômica, segundo o presidente do Sindicato dos Produtores de Leite de Alagoas (Sindleite), André Ramalho, a cadeia vem sentido o reflexo do mercado e ainda não se reencontrou. “Essa ação coletiva será fundamental para reestruturação e fortalecimento da atividade. Considerando o enorme potencial na exploração leiteira e trabalho genético, acredito que podemos ajustar os ponteiros e conquistar dias melhores”, pontuou.

Sustentabilidade

Além das dificuldades da produção do leite no campo, atualmente, segundo presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), Aldemar Monteiro, o setor se encontra desestruturado devido às poucas alternativas de escoamento. A cooperativa aproveitou a ocasião para entregar ao secretário Rafael Brito o plano de negócio da Unidade de Beneficiamento do Leite (UBL) e seus impactos econômicos para o setor.

“Acredito que somente essa união do setor poderá impor um novo fôlego para o fortalecimento da economia do estado e lançar um novo olhar para o setor. Esse movimento de organização permitirá maior sustentabilidade de famílias que convivem na dependência muito grande de programas sociais e produtores que se encontram reféns de indústrias de fora do estado”, pontuou.

O setor industrial, representado pela Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea) e Sindicato das Indústrias de Laticínios de Alagoas (Sileal), também apresentou ao secretário os interesses da indústria. “O setor leiteiro está sendo pensado em sua dinâmica macro, buscando entender os recursos naturais disponíveis, elevar produtividade, avaliar capacitação da mão-de-obra, obter avanço tecnológico, saber mais sobre a origem do leite consumido e aumentar controle de qualidade. São ajustes importantes que precisam ser feitos para que a atividade não se torne inviável”, disse.

A reunião foi presidida pelo secretário Rafael Brito e contou com a participação do Secretário Estadual de Agricultura, Antônio Santiago; presidente do Sindicato dos Produtores de Leite de Alagoas (Sindleite), André Ramalho; do presidente da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA), Domicio Silva; dos diretores da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), Aldemar Monteiro e Fernando Medeiros; além do Sebrae/AL representado pelo gerente adjunto de agronegócio, Marcos Fontes e do presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios de Alagoas (Sileal), Arthur Vasconcelos.

Fonte: Assessoria

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