Cooperativas

20 de julho de 2018 15:14

Setor produtivo consegue apoio de Renan Calheiros para manter Programa do Leite

Prejudicado por cortes impostos pelo governo federal, programa só tem recursos para funcionar até julho

↑ Encontro ocorreu na tarde de quinta (Foto: Assessoria)

Em busca de uma solução sobre a continuidade do Programa do Leite em Alagoas, as cooperativas que operam o Programa (Aagra, Cafisa, Coopaz, CPLA e Pindorama) , acompanhadas de instituições como Federação da Agricultura e Pecuária (Faeal) e Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura de Alagoas (Fetag-AL), conseguiram o apoio do senador Renan Calheiros (MDB-AL), após encontro na tarde de quinta-feira, 19, em Maceió, para encontrar uma alternativa para o programa do leite.

O grupo apresentou ao senador da República um documento expondo a realidade de falta de recursos do programa acarretada pelos sucessivos cortes impostos pelo governo federal. O último deles reduziu o valor de R$ 30 milhões para apenas R$ 10 milhões para este e 2019.A paralisação do programa já pode acontecer neste final de julho, quando os recursos se esgotam.

Renan se colocou à disposição do setor, afirmando que vai trabalhar em Brasília para que o governo federal não fuja do compromisso. O senador também fará uma interlocução para um encontro entre a comissão e o governador Renan Filho a fim de construir uma solução.

“Esse programa do leite foi um programa implantando em 2002, onde nós ajudamos bastante na época. Trouxemos um modelo do Rio Grande do Norte, que foi melhorado e muito com recursos do governo federal. Nos últimos anos o governo federal tem acabado o programa do leite em praticamente em todos os estado e o único que ainda resta é o de Alagoas. É muito importante conversar com o governador para que ele (Renan Filho), a exemplo do que vem fazendo nos últimos anos, possa arcar com o ônus de parte desse programa. Alagoas tem feito isso com relação a todos os programas e é muito importante fazer com relação a esse programa do leite que é um programa importante”, afirmou Calheiros.

Com a ausência do governo federal e as limitações no trâmite de recursos para os estados devidos aos impedimentos da justiça eleitoral, as cooperativas propuseram o aporte de recursos na ordem de R$ 10 milhões para garantir o programa pelo menos até dezembro desse ano. O grupo teme a paralisação geral do programa, podendo desempregar 3 mil agricultores familiares e afetar 80 mil famílias dos 102 municípios que recebem quatro litros por semana.

A líder da Cafisa, cooperativa de produção de leite de cabra de Pão de Açúcar, Luciene Gadi, especula situação de miséria com o fim do programa. “Nosso trabalho com o leite conta com custo de produção e outros tantos investimentos que só o Programa do Leite nos proporciona. Se acabar, voltaremos a ser esquecido no sertão, sem qualquer dignidade humana para trabalhar”, declarou durante a conversa.

Apesar da indefinição sobre uma possível desaceleramento ou suspensão do programa, a questão, segundo o presidente da Cooperativa Pindorama, Klécio Santos, renova esperança com o apoio do senador. “Esse programa é o grande balizador, é através dele que tem se mantido o pequeno produtor no campo. Em nossa atividade leiteira hoje 90% são mini-produtores de leite e isso impacta bastante na vida desse pessoal. Acredito que seja possível, junto com o governo do estado e esse intermédio do senador Renan encontrar um saída e lutar para que continue contando com recursos do governo federal”, pontuou Santos.

Atualmente o programa pratica um dos melhores preços do mercado, comprando a R$ 1,28 o leite da vaca e R$ 1,91 o leite da cabra. Na esteira do programa, segundo explica o presidente da CPLA, Aldemar Monteiro, também foi possível investir na aquisição de animais de padrão genético e garantir melhorias no processo de produção. “Sabemos que as perspectivas são as piores daqui para frente, infelizmente se não tivéssemos o governador Renan o program já teria sido extinto por tantas crises. Mas vejo que é unanime o quão agregador esse programa foi para vida de produtores que sequer tinham condições de vender seu próprio leite, nunca sonharam em ter um animal de potencial genético, que nunca tiveram acesso a processo de produção”, contou.

Setor unido

Se depender do setor produtivo do estado o Programa do Leite não acaba. Esse compromisso foi assumido também pelas Federação da Agricultura e Pecuária (Faeal) e e dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura de Alagoas (Fetag-AL).

“Não há outro programa igual no estado, é social e produtivo ao mesmo tempo. Muito preocupa ao setor as consequências que termos sem el. Esse corte brusco no orçamento e as dificuldades de aporte já é de conhecimento de todos, mas vamos continuar mobilizando as instituições e poder público a favor do programa”, frisou Almeida.

Fonte: Assessoria

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