Cooperativas

16 de julho de 2018 14:58

Produtores querem encontro com governador para saber real situação do Programa do Leite

Indefinição e o atraso nos repasses têm preocupado pequenos produtores integrantes das cooperativas que operam o Programa no Estado

↑ (Foto: Assessoria)

Sem uma posição oficial sobre a garantia e aporte de recursos para o Programa do Leite por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e governo de Alagoas, os pequenos produtores de leite querem um encontro com o governador Renan Filho para saber a real situação do Programa.

Um aditivo que assegura recursos de mais R$ 10 milhões, sendo R$ 5 milhões para 2018 e outros R$ 5 milhões para 2019, foi pactuado entre a Secretaria de Agricultura de Alagoas e o MDSA, mas ainda não teriam sido liberados os recursos.

A indefinição e o atraso nos repasses têm preocupado pequenos produtores integrantes das cooperativas que operam o Programa no Estado (Coopaz, Pindorama, CPLA, Cafisa e Agra). Isso porque o programa só detém recursos para funcionar até o fim de julho. Além disso, questões de prazos pode se tornar obstáculo, uma vez que devido a impedimentos da legislação eleitoral, os recursos, se não houver entendimento jurídico diferente, só poderão ser repassados após as eleições.

“Os produtores já estão se sentindo inseguros. O governador tem feito muito por esse Programa, honrando sempre com a contrapartida do estado e infelizmente o governo federal não tem tido essa preocupação em manter milhares de famílias incluídas produtivamente com dignidade. Precisamos dessa audiência para saber qual destino terá o Programa”, comentou o presidente de uma das cooperativas, Aldemar Monteiro da CPLA.

Mesmo com a liberação de recursos em tempo, a preocupação das cooperativas também se estendem ao orçamento a ser praticado nesse ano por conta do corte brusco no orçamento anunciado pelo MDSA. O governo federal deveria repassar, segundo convênio, R$ 30 milhões.

Há 5 anos produzindo leite para o Programa, a produtora Ana Andrade, de Belo Monte, teme pelo desemprego de milhares de famílias. “Já estamos na metade de julho, próximo ao esgotamento. É desesperador saber que em quinze dias teremos uma possível despedida do Programa e um grande abalo na agricultura familiar”, disse a produtora.

Fonte: Assessoria

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