Cooperativas

10 de julho de 2018 08:45

Jorgraf inicia construção de parque gráfico

Presidente da cooperativa confirma que pretensão de todos é produzir novos produtos no espaço e aumentar visibilidade

↑ Coordenador Alexandre Moreira (à esquerda) atua no parque gráfico durante confecção dos jornais (Foto: Rívison Batista)

Indo de encontro ao fechamento de outros parques gráficos impressos do país, a Jorgraf inaugura o marco estrutural do futuro parque gráfico, que, com a obra já iniciada, tem previsão de entrega ainda para este ano. Uma área de 25x33m com um pavimento no primeiro andar, em condições de receber os setores administrativo e jornalístico da Tribuna, o imóvel se situa no Distrito Industrial Luiz Cavalcante, na parte alta de Maceió.

“A parte de construção está em vias de ser concluída e cerca de metade da estrutura do parque gráfico está perto de estar pronta. Estamos lutando de forma ferrenha para honrar os custos do que foi feito até agora e para tentar concluir toda a obra tão logo seja possível”, disse José Paulo Gabriel, presidente da cooperativa.

De acordo com o diretor administrativo-financeiro Flávio Peixoto, a futura conclusão do parque gráfico vai ajudar a compor uma série de ações da Cooperativa. “O parque gráfico nos enche de entusiasmo e alegria. Não foi fácil chegar até aqui. Quando olhamos para trás, diante de tantas lutas ao longo desses 11 anos, não imaginaríamos que um dia teríamos instalações próprias e condições de começar a construir. Agora, temos essa realidade concreta, graças a todo um planejamento”, declarou.

PRODUÇÃO

Segundo o coordenador industrial da Tribuna, Alexandre Moreira, o clima no parque gráfico entre cooperados é de total harmonia, pois, agora, “se trabalha em um local que é da própria cooperativa. “Estamos muito satisfeitos com a mudança. O pessoal está unido como sempre. Estamos no que é da gente”, afirmou.

O coordenador diz que a produção do jornal não foi afetada em nenhum aspecto por causa da mudança para o novo endereço. Apesar de ainda estar em construção, Alexandre diz que já há setores bem definidos. “Temos o setor da CTP [Computer to Plate], que é onde as chapas do jornal são gravadas e reveladas. Temos o setor da impressão, que tem a rotativa [máquina de impressão do jornal], e temos a expedição, que é onde os jornais são encadernados. Quanto à rotativa, após a mudança, houve um período de adaptação”, disse.

O período de adaptação ao qual Alexandre se refere foi de cerca de 15 dias. “Tivemos que fazer alinhamento, nivelar, fazer as bases para depois chumbar e fazer testes”, declarou o coordenador.

O gráfico responsável pela CTP, José Cícero, diz que o novo ambiente de trabalho é mais espaçoso e melhor climatizado. “Está tudo bem organizado”.

Na sala do gráfico, além da CTP, há a máquina reveladora de chapas e a furadora de chapas. “Depois de revelar e furar, a chapa vai para a impressão na rotativa”, explica José Cícero.

EMPENHO

Gabriel relembra que o sonho antigo da cooperativa de ter um parque gráfico ficou mais evidente a partir de 2012. “Estávamos à procura de uma área para termos nossa liberdade, fizemos algumas tentativas, porém que não deram certo”, contou. De acordo com o presidente, a cooperativa segue na contramão de outros parques gráficos impressos que fecharam ao longo dos últimos anos no Brasil. Atualmente, seis jornais (Semeador, Tribuna do Sertão, Jornal de Arapiraca, A Hora, Diário Oficial do Municipal, O Debate, além de outros) rodam na gráfica da Tribuna e a intenção é ampliar para uma gama de produtos.

NOVOS PRODUTOS

A intenção do parque gráfico é acoplar outros produtos com a chegada de novas máquinas, tendo uma linha de impressão de ponta, com máquinas, por exemplo, como guilhotina e plana de cinco cores. “Essa linha de impressão nos possibilitará novos projetos comportando impressões também de embalagens, livros, revistas, entre outros diversos impressos”, ressaltou.

A diretora comercial da Tribuna, Marilene Canuto, enfatizou que o ano começou com o pé direito e promete grandes conquistas. “Estamos satisfeitos partindo para esta nova realidade, partindo para o que é nosso. São novos horizontes que se abrem, bem como novos projetos sempre com a aceitação dos clientes”, disse ela.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França e Rívison Batista

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