Cooperativas

27 de dezembro de 2017 15:04

Maceió avança na gestão de limpeza urbana com coleta seletiva

Capital alcançou números expressivos em 2017 e já conta com coleta seletiva porta a porta

↑ Dona Audênia Lúcia, moradora de Jacarecica, separa os resíduos para a coleta seletiva (Foto: Assessoria da Superintendência Municipal de Limpeza Urbana)

Para manter Maceió limpa, a Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum) foca o seu trabalho em operações, ações de fiscalização e educação ambiental. Seguindo essa linha, a capital alcançou números expressivos em 2017 e já conta com coleta seletiva porta a porta. A Prefeitura fortaleceu as ações já existentes e implantou projetos inovadores para aperfeiçoar, cada vez mais, os serviços oferecidos ao cidadão.

A coleta domiciliar, já conhecida do maceioense, tem 100% de cobertura e funciona com coleta porta a porta e com o trabalho dos garis comunitários. São 74 garis que atuam em locais que não permitem a entrada do caminhão coletor. Nesses casos, os garis comunitários fazem o recolhimento porta a porta até uma caixa estacionária (contêiner de maior capacidade) que recebe os resíduos.

Desde o início da gestão do prefeito Rui Palmeira, uma das ações significativas executadas pela Slum foi o fortalecimento da política de reciclagem na cidade. Este ano, a Prefeitura de Maceió assinou o contrato com as cooperativas de catadores de materiais recicláveis para a coleta seletiva porta a porta. A Cooplum, a Cooprel do Benedito Bentes, a Cooprel da Serraria e a Coopvila foram contratadas. Já são 9 bairros atendidos: Cruz das Almas, Pontal, Ponta Verde, Jatiúca, Mangabeiras, Benedito Bentes, Serraria, Antares e Jacarecica.

Neste primeiro momento, 16 mil residências serão atendidas e o objetivo é ampliar para 60 mil nos próximos anos. Os bairros que ainda não são atendidos com a coleta porta a porta estão recebendo os Pontos de Entrega Voluntária, já são sete espalhados em pontos estratégicos da cidade: Praça do Centenário, no Farol; na Praça Genésio de Carvalho, na Gruta; na Praça da Faculdade, no Trapiche; na orla da praia de Ponta Verde; no Terminal do Graciliano Ramos; na Praça do Colégio Atheneu, no Salvador Lyra e na Praça Lucena Maranhão, em Bebedouro.

Davi Maia, gestor da Slum, comenta sobre a assinatura do contrato com as cooperativas. “Demos um passo muito importante para a sustentabilidade de Maceió. Assinamos um pacto pela limpeza urbana e, com isso, conseguimos aumentar a renda dos catadores de recicláveis. Fico imensamente feliz de fazer parte desse momento histórico”, comentou.

Dona Audênia Lúcia, moradora de Jacarecica, separa seus resíduos e a cooperativa busca os reciclados todas as segundas. “Acho isso muito importante. Se toda população contribuísse, não teríamos tantos problemas. Achei ótima essa parceria da Prefeitura e das cooperativas”, enfatizou.

Mesmo com essas ações, em Maceió existem mais de 200 pontos crônicos de lixo cadastrados. Buscando minimizar esses pontos e coibir descarte irregular, a Slum intensificou as ações de fiscalização. Foram mais de 300 notificações e autuações neste ano. Entre as notificações estão grandes geradores, terrenos particulares, veículos realizando descarte irregular e atraso na coleta domiciliar. Paralelo a isso, o órgão implantou, somente em 2017, 22 pontos vivos. Espaços que funcionavam como pontos de lixo e foram recuperados por meio do plantio de mudas e da instalação de cercado de pneu.

“Nossas equipes de fiscalização estão diariamente nas ruas para garantir o cumprimento da lei e a qualidade de vida ao maceioense. Mas, reforço mais uma vez, precisamos contar com o apoio da população. Além de descartar os resíduos em locais corretos, o cidadão pode ser um fiscal da Slum. Denuncie irregularidades através da nossa Central de Limpeza”, comentou Maia.

Desde agosto de 2016, os maceioenses contam com a Central de Limpeza da Slum. A criação do canal ampliou os serviços operacionais e de fiscalização à população e tem colaborado com a redução dos pontos de lixo na capital. Este ano, a Central passou a atender, também, pelo WhatsApp. O canal recebeu, em média, 700 ligações e 600 mensagens por mês em 2017.

Eduardo Aragão, morador da Santa Lúcia

Eduardo Aragão, morador da Santa Lúcia (Foto: Assessoria da Superintendência Municipal de Limpeza Urbana)

Eduardo Aragão, morador da Santa Lúcia, ligou para a Central de Limpeza para o recolhimento de material de poda. “A princípio, não sabia o que fazer. Então, liguei para a Slum e fui muito bem atendido. Na mesma semana a equipe recolheu o material e deixou a rua limpa”, comenta.

A Central de Limpeza funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, pelos contatos: 0800 082 2600 e WhatsApp – 9 8802-4834.

Outra ação já conhecida da população são os mutirões da limpeza. Durante esse ano, a Prefeitura realizou 94 edições, entre eles, os mega mutirões da Praia da Avenida, que recolheu 87 toneladas de resíduos e do Dique Estrada, que recolheu 190 toneladas de resíduos. São quase 500 mutirões nos últimos 5 anos.

Ecopontos

Diariamente, em Maceió, são descartadas de quatro a seis toneladas de casca de sururu na orla lagunar. Para evitar que esses resíduos sejam acumulados no canteiro central da Avenida Senador Rui Palmeira, a Slum implantou, na região, o Ecoponto do Sururu, local que recebe exclusivamente a casca do marisco. Todos os dias, um veículo recolherá o material e encaminhará para o ecoponto. O projeto, que irá gerar economia para o município e contribuir com o meio ambiente, faz parte de um processo pioneiro que transformará o resíduo em um composto para fortalecer o solo. Além desse, a Prefeitura tem mais dois ecopontos em fase de construção: o do Dique Estrada, próximo à Guarda Municipal, e o do Mercado.

Este ano, a Slum intensificou o trabalho no primeiro ecoponto de Maceió: o Ecoponto da Pajuçara. O local, que fica na Rua Campos Teixeira, recebe resíduos de construção civil, poda, material volumoso e inservível. O equipamento funciona desde 2014 e recebe, em média, 25 carroceiros por dia, que fazem cerca de cinco viagens diariamente.

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