Ciência e Tecnologia
Estruturas dissipativas de proteção costeira em Alagoas resistem a grande maré de 3,50 m
As fortes ressacas registradas na madrugada da quinta-feira (16), associada a ventos intensos, provocou danos em diversos trechos da orla de Maceió e em praticamente todo o litoral de Alagoas.
Causou sérios estragos na orla de Maceió, destruindo embarcações e danificando calçadões urbanos, fenômeno impulsionado por ventos fortes e maré alta.

Na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, as ondas avançaram agressivamente sobre a faixa de areia, derrubando móveis de estabelecimentos e danificando estruturas próximas à praia.

Em Porto de Pedras, no Litoral Norte, a força do mar destruiu parte da Praça de Eventos da cidade, que havia sido inaugurada apenas um mês antes, provocando enorme prejuízo.

Em contrapartida, nos locais onde foram implantadas estruturas dissipativas de proteção costeira, não houve registro de danos provocados pelas ondas, que atingiram até 3,5 metros de altura, conforme alerta emitido pela Marinha do Brasil.Um dos exemplos mais expressivos é a obra do Dissipador de Energia Bagwall, implantada na Praia de Costa Brava, em Paripueira, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais.

Há mais de sete anos, a estrutura vem desempenhando papel fundamental no controle da erosão costeira e na recuperação da praia natural recreativa. Além de conter o avanço do mar, o sistema tem promovido a engorda natural da faixa de areia, que atualmente apresenta cerca de 100 metros de largura estabilizada ao longo de mais de 200 metros de litoral protegido.
A intervenção também favoreceu a recuperação da vegetação de restinga, contribuindo para a restauração ambiental e para a maior resiliência da área frente a eventos extremos, como a ressaca registrada nesta quinta-feira.
Para o engenheiro civil Marco Lyra @marco.lyra.58 , um dos maiores especialistas em recuperação de praias do Brasil, os dissipadores de energia são fundamentais para conter a erosão costeira e recuperar praias de forma sustentável, funcionando como barreiras que reduzem a força das ondas sem destruir o ecossistema. Como CEO da Ocean Protection @oceanprotections ele defende o uso dessas tecnologias como uma alternativa de baixo impacto ambiental frente às obras tradicionais de engenharia rígida
Mais lidas
-
1Ah, o amor...
Quem é Noé, namorado da mãe de Eliana, 63 anos mais novo que ela, que chocou jornalista Leo Dias
-
2Luto
Filha de ídolo do CRB é morta a tiros no Poço, em Maceió
-
3Relocamento
Após eleições: Paulo Dantas promove mudanças no comando de duas secretarias de Alagoas
-
4ELEIÇÕES 2026
Alagoas registra maior taxa de abstenção do Nordeste no 1º turno das eleições
-
5Série turca
Para Sempre no Meu Coração: Por que Adem quer destruir os Boran?





